
Pré-candidato à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira, 12, que não descarta apoio de partidos do centrão em sua articulação eleitoral. Em entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan, ele reconheceu a presença de "oportunistas" no grupo, mas defendeu pragmatismo político para ampliar sua base.
"Tem oportunistas, mas, a gente é muito realista. Tenho a consciência que, sozinhos, não chegamos em lugar nenhum. No Congresso, tem de tudo. ... Não é o ideal, mas é o que tem. Então, não tem nenhum sentido dispensar pessoas ou partidos do centrão", declarou.
A fala sinaliza uma estratégia de aproximação com legendas que hoje ocupam posição central no Congresso Nacional e que costumam ter papel decisivo na formação de maiorias parlamentares.
Porta aberta para centro e direita - Durante a entrevista, o senador afirmou que pretende manter diálogo com partidos e lideranças do campo político situado entre o centro e a direita. Segundo ele, é necessário que esse grupo concentre esforços "apontando os erros do PT" e evite disputas internas, já que a próxima eleição tende a ser acirrada.
"Deixarei a porta aberta para todo mundo de centro e direita que queira se posicionar junto", afirmou.
Flávio citou o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, atualmente no PSD, e disse acreditar que o gestor deverá se posicionar contra o PT no cenário eleitoral.
Articulação com siglas estratégicas - O senador anunciou sua pré-candidatura em 5 de dezembro e, desde então, tem buscado o apoio de partidos como PP, Republicanos, União Brasil e PSD. Este último, no entanto, também trabalha com a possibilidade de lançar candidatura própria.
Como parte da estratégia, Flávio Bolsonaro tem evitado críticas diretas a possíveis adversários no campo da centro-direita. Ele aposta na unificação do grupo, ainda que apenas em um eventual segundo turno.
A movimentação ocorre em meio às articulações iniciais para a disputa presidencial, quando alianças e apoios partidários costumam definir o peso político das candidaturas.
