
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estima que cerca de 150 milhões de brasileiros estarão aptos a votar no primeiro turno das eleições gerais de 2026, marcado para o dia 4 de outubro. Na data, os eleitores escolherão presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. O segundo turno, quando necessário, está previsto para 25 de outubro e pode ocorrer nas disputas para os cargos do Executivo federal e estadual.
Com a proximidade do pleito, a Justiça Eleitoral já definiu os principais marcos do calendário que vão orientar eleitores, partidos e pré-candidatos ao longo do ano. Um dos primeiros prazos relevantes diz respeito à regularização do título eleitoral.
Quem ainda não tirou o primeiro título ou possui pendências junto à Justiça Eleitoral tem até o dia 6 de maio de 2026 para regularizar a situação. Na maioria dos casos, o procedimento pode ser feito de forma online, por meio dos sites dos Tribunais Regionais Eleitorais, sem a necessidade de comparecimento presencial aos cartórios.
Outro ponto-chave do calendário é a chamada desincompatibilização. A legislação obriga ocupantes de cargos no Poder Executivo que pretendem concorrer a outros postos a se afastarem das funções até seis meses antes da eleição. Na prática, isso antecipa o início mais visível da corrida eleitoral para abril de 2026.
A partir desse prazo, ministros, governadores, secretários e outros agentes públicos interessados em disputar cargos eletivos precisam formalizar o afastamento. A medida costuma marcar o momento em que articulações políticas deixam os bastidores e passam a se tornar públicas, redesenhando o cenário eleitoral.
Entre março e abril de 2026 ocorre a chamada janela partidária, período em que deputados federais, estaduais e distritais podem trocar de partido sem o risco de perder o mandato por infidelidade partidária. A movimentação costuma funcionar como um termômetro das forças políticas e das estratégias adotadas pelas siglas para a eleição seguinte.
As convenções partidárias, etapa obrigatória para a oficialização das candidaturas, estão previstas para acontecer entre os dias 20 de julho e 5 de agosto de 2026. É nesse período que os partidos definem seus candidatos, aprovam coligações e formalizam alianças.
Encerradas as convenções, partidos e federações têm até o dia 15 de agosto para registrar oficialmente os nomes dos candidatos junto à Justiça Eleitoral. A partir daí, o processo eleitoral entra na reta final antes do início da campanha.
A propaganda eleitoral estará liberada a partir de 16 de agosto de 2026, tanto nas ruas quanto no ambiente digital. Já o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão começa 35 dias antes da antevéspera da eleição, conforme o calendário definido pelo TSE.
Com um eleitorado estimado em 150 milhões de pessoas, as eleições de 2026 devem mobilizar o país ao longo de todo o ano, com impacto direto no cenário político, econômico e institucional brasileiro.
