
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta segunda-feira (9) que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é o principal nome da atual administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e uma das maiores lideranças políticas do país. A declaração foi feita após participação em um almoço com empresários promovido pelo grupo Lide, na capital paulista.
Segundo Edinho, é natural que o nome de Haddad seja citado como possível candidato ao governo de São Paulo nas eleições deste ano, especialmente por ter sido o último representante do PT a disputar o cargo. Ainda assim, ele reforçou que qualquer definição eleitoral precisa respeitar a vontade pessoal de cada liderança.
“Tudo tem que ser feito com muito diálogo. Ninguém é candidato contra a sua vontade. As pessoas disputam eleições quando acreditam em um projeto político, e esse é o respeito que nós temos pelo Fernando Haddad”, afirmou.
O dirigente petista também afastou qualquer especulação sobre crise interna entre Lula e Haddad. De acordo com ele, a possibilidade de atrito entre o presidente e o ministro da Fazenda é inexistente. “A chance é zero”, disse, de forma direta.
Alckmin e Tebet no cenário político - Edinho Silva destacou ainda o papel do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), a quem classificou como um quadro político respeitado e querido dentro da base governista. Para ele, Alckmin deve disputar o cargo que desejar.
“Sou admirador do Geraldo Alckmin como pessoa e pelo trabalho que tem feito. Ele será candidato àquilo que quiser”, afirmou. Edinho lembrou que, durante a comemoração dos 46 anos do PT, realizada no fim de semana na Bahia, o nome de Alckmin foi um dos mais aplaudidos, ficando atrás apenas do próprio presidente Lula.
O presidente do PT também citou a senadora Simone Tebet (MDB), hoje ministra do Planejamento, destacando sua atuação na condução da política econômica. “Ela tem sido uma ministra excepcional e uma liderança importante para a economia brasileira. Vamos dialogar com ela com muito respeito”, disse.
Edinho lembrou ainda que o prazo final para a desincompatibilização de cargos públicos com foco na disputa eleitoral termina no início de abril. A expectativa, segundo ele, é que até o fim de março haja definições mais claras sobre o papel de cada liderança no pleito de outubro.
Cuba e Venezuela - Questionado sobre o cenário internacional, Edinho comentou a situação da Venezuela e de Cuba, defendendo que qualquer solução passe pelo respeito à soberania dos povos desses países e pela via diplomática.
“No caso da Venezuela, qualquer saída precisa respeitar a soberania do povo venezuelano. O mesmo vale para Cuba, que hoje vive uma situação humanitária gravíssima. Toda solidariedade internacional é fundamental, mas sem intervenção externa”, afirmou.
Para o dirigente petista, o contexto internacional de instabilidade também influencia o ambiente político brasileiro, o que reforça a necessidade de diálogo e maturidade democrática no debate eleitoral.
