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POLÍTICA

Doria cancela agenda para ir a encontro do PSDB que decide sobre Temer

5 junho 2017 - 19h55
O FLOR DA MATA - NOTICIAS

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), cancelou sua agenda noturna para ir ao encontro do PSDB estadual que decide se o diretório do partido no Estado de São Paulo vai apoiar a permanência ou o desembarque da legenda tucana do governo de Michel Temer (PMDB). O encontro está ocorrendo nesta noite na sede da executiva estadual e já conta com aproximadamente 200 pessoas, entre prefeitos, vereadores e outras lideranças. Mais cedo, Doria afirmou que a decisão não poderia ser tomada antes do julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), seguindo orientação do governador Geraldo Alckmin.

Antes de votarem sobre a deliberação, lideranças assumem o microfone para defender suas posições, que por enquanto estão divididas. Publicamente, os tucanos já reconhecem que a legenda está divida entre os "cabeças brancas", que defendem que o partido continue no governo e espere o julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE, e os chamados "cabeças pretas", ala jovem da legenda que pressiona pelo desembarque do PSDB no governo federal.

Entre os líderes tucanos, o vice-presidente jurídico da Executiva nacional da legenda, deputado federal Carlos Sampaio (PSDB-SP), que aderiu ao movimento "rebelde", defendeu que o PSDB não pode continuar em um governo que "está desacreditado" e que precisa desembarcar para continuar defendendo as reformas. Ele disse ainda acreditar que não há "chance nenhuma" de o TSE cassar a chapa ou de Temer renunciar. Para o deputado, Temer está mais esforçado neste momento a manter-se no cargo do que seguir adiante com as reformas.

O discurso dele motivou algumas lideranças a tomar posição. O prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior, disse que veio para a reunião em dúvida mas que a fala de Sampaio o convenceu.

'Divergência pontual'

O presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Cauê Macris (PSDB), que defendeu o desembarque do PSDB do governo, afirmou a jornalistas que o posicionamento dos "cabeças pretas" causa uma "divergência pontual" com o governador Geraldo Alckmin, mas que respeita o posicionamento de Alckmin por causa de sua "serenidade" e "coerência".

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