
A nova presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, escolhida pela Suprema Corte venezuelana após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, já vinha acompanhando de perto a política brasileira nas redes sociais. Ela comemorou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva em 2022, escreveu “Viva Lula!” e disse que o povo brasileiro “abria novos caminhos” para a América Latina.
Delcy também ironizou a derrota de Jair Bolsonaro, lembrando que ele havia “se metido com a Venezuela”, e criticou o governo brasileiro em 2019, quando o País concedeu refúgio a militares venezuelanos, chamando o Brasil de “santuário de terroristas”. Antes disso, havia condenado o impeachment de Dilma Rousseff, classificado por ela como golpe.
Figura central do chavismo, Delcy, de 56 anos, é filha de um ex-guerrilheiro marxista, formada em direito trabalhista e hoje é vista como uma dirigente influente tanto no núcleo ideológico do regime quanto nas negociações com empresários e investidores estrangeiros. Em meio à crise aberta com a prisão de Maduro, ela assume o comando interino da Venezuela com um histórico claro de afinidade com a esquerda brasileira e de embates públicos com ex-governantes do País.

