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POLÍTICA

Defesa diz que STF ainda não analisou provas técnicas contra prisão de Filipe Martins

Advogados afirmam que relatório da Microsoft contesta uso de perfil atribuído ao ex-assessor

13 janeiro 2026 - 17h00Vanessa Araujo
Defesa de Filipe Martins afirma que STF ainda não analisou provas técnicas anexadas ao processo.
Defesa de Filipe Martins afirma que STF ainda não analisou provas técnicas anexadas ao processo. - (Foto: Imagem ilustrativa/A Crítica)

Dez dias após protocolar um pedido de reconsideração, a defesa de Filipe Martins afirma que o Supremo Tribunal Federal (STF) ainda não analisou provas técnicas apresentadas para contestar a decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou a prisão preventiva do ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Segundo os advogados, os documentos anexados ao processo indicam que não houve acesso à conta do LinkedIn atribuída a Martins, argumento utilizado pela acusação para justificar a medida cautelar. Filipe Martins foi preso preventivamente no dia 2 de janeiro, no âmbito das investigações relacionadas à tentativa de golpe de Estado.

De acordo com a defesa, dois dias após a prisão, os advogados conseguiram acessar a conta mencionada nos autos com o objetivo de verificar o histórico de logins. Em 6 de janeiro, foi protocolado no STF um relatório técnico elaborado pela Microsoft, empresa responsável pela rede social LinkedIn.

Ainda conforme os advogados, o documento reúne registros de data, horário e localização de acessos que indicariam a inexistência de movimentação no perfil atribuído a Martins no período citado pela acusação. A petição com esse material, no entanto, ainda não teria sido analisada pelo relator do caso.

Para a defesa, a falta de manifestação do ministro Alexandre de Moraes configura uma omissão relevante diante da apresentação de elementos técnicos que poderiam impactar diretamente a legalidade da prisão preventiva. Em nota, o advogado Jeffrey Chiquini afirmou que Martins está preso “sem fundamento técnico” e que a manutenção da custódia viola garantias constitucionais como a ampla defesa e o contraditório.

Os advogados também criticam o andamento do processo durante o recesso do Judiciário, no período do Ano Novo. Segundo a defesa, a decisão que resultou na prisão foi tomada em um intervalo considerado curto e sem a realização de perícia técnica que havia sido solicitada formalmente antes da medida.

A equipe jurídica afirma que aguarda uma resposta do Supremo Tribunal Federal e pede a revogação imediata da prisão preventiva de Filipe Martins, sob o argumento de que não há elementos técnicos que sustentem a acusação apresentada até o momento.

Filipe Martins foi condenado pelo STF em 16 de dezembro a 21 anos e seis meses de prisão por cinco crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado ocorrida entre 2022 e 2023. A decisão ainda não transitou em julgado, o que permite a apresentação de recursos.

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