
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que três pessoas possam visitá-lo no local onde cumpre pena, no Distrito Federal. O requerimento, protocolado nesta segunda-feira (19), solicita a liberação das visitas do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), do cunhado de Bolsonaro, Diego Torres Dourado, e do pecuarista Bruno Scheid.
Bolsonaro está preso desde o dia 15 de janeiro no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, conhecido como “Papudinha”. Ele foi transferido da Superintendência da Polícia Federal após decisão do próprio Moraes. O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, resultado da condenação no inquérito que apurou a trama golpista.
Na decisão que autorizou a transferência, o ministro Alexandre de Moraes destacou que a nova unidade oferece condições mais amplas de rotina ao detento. Entre os pontos citados estão o aumento do tempo destinado às visitas de familiares, a possibilidade de banho de sol e prática de exercícios físicos em qualquer horário do dia, além da autorização para instalação de equipamentos de fisioterapia, como esteira e bicicleta ergométrica.
Segundo o STF, a cela onde Bolsonaro está detido possui área total de 64,83 metros quadrados, dimensão considerada superior à de outras unidades prisionais do sistema penitenciário do Distrito Federal.
De acordo com as regras estabelecidas por Moraes, as visitas podem ocorrer em dois dias da semana, às quartas e quintas-feiras. Os horários são divididos em três faixas: das 8h às 10h, das 11h às 13h e das 14h às 16h. A norma também permite a realização de visitas simultâneas, desde que previamente autorizadas.
O pedido apresentado pela defesa ainda aguarda análise do ministro. Até o momento, não houve manifestação oficial do STF sobre a liberação ou não das visitas solicitadas.

