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POLÍTICA

Defesa pede que Moraes intime PGR a se manifestar sobre prisão preventiva de Filipe Martins

Advogados afirmam que parecer da Procuradoria é requisito indispensável antes da decretação da medida

8 janeiro 2026 - 17h30Vanessa Araujo
Defesa de Filipe Martins pede que PGR se manifeste antes de decisão sobre prisão preventiva no STF.
Defesa de Filipe Martins pede que PGR se manifeste antes de decisão sobre prisão preventiva no STF. - (Foto: Imagem ilustrativa/A Crítica)

A defesa de Filipe Martins, ex-assessor especial do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), solicitou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que intime a Procuradoria-Geral da República (PGR) a se manifestar sobre a prisão preventiva do investigado. O pedido foi protocolado na noite desta quarta-feira (7).

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No requerimento, os advogados sustentam que a manifestação da PGR é condição prévia e indispensável para a decretação de prisão cautelar, conforme entendimento consolidado do próprio STF. Segundo a defesa, a ausência desse parecer comprometeria a legalidade da medida.

A prisão preventiva de Martins foi determinada por Moraes após a identificação de um suposto acesso do ex-assessor à rede social LinkedIn, conduta considerada incompatível com as medidas cautelares impostas no processo. A defesa, no entanto, nega a irregularidade e afirma que Martins não utilizava a plataforma desde 2024, período anterior à proibição do uso de redes sociais.

Filipe Martins foi preso em 2 de dezembro, em Ponta Grossa (PR), onde cumpria prisão domiciliar determinada pelo Supremo. Em 16 de dezembro, ele foi condenado a 21 anos e seis meses de prisão por cinco crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado entre 2022 e 2023. A decisão ainda não transitou em julgado e pode ser contestada por meio de recursos.

No dia 26 de dezembro, Moraes autorizou a prisão domiciliar de Martins e de outros nove réus do mesmo processo, sob o argumento de risco concreto de fuga. A decisão ocorreu após o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, ser preso ao tentar entrar de forma clandestina no Paraguai.

Três dias depois, em 29 de dezembro, o ministro determinou que a defesa esclarecesse, em até 24 horas, uma possível violação das medidas cautelares. Em resposta, os advogados afirmaram que Martins não acessou nem publicou conteúdo em redes sociais e que o perfil citado estaria sob controle da defesa, com a finalidade de preservar provas, organizar informações relevantes ao processo e auditar registros digitais.

Agora, caberá a Alexandre de Moraes decidir se acolhe o pedido para ouvir a PGR antes de manter ou revisar a prisão preventiva.

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