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POLÍTICA

Lembre como as condenações do STF repercutiram na imprensa internacional após atos golpistas

Jornais de diferentes países noticiaram decisão histórica do Supremo Tribunal Federal

8 janeiro 2026 - 08h25Agência Brasil
Atos de 8 de janeiro, em Brasília
Atos de 8 de janeiro, em Brasília - (Foto: Agência Brasil)

Três anos após os atos de 8 de janeiro, quando milhares de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília, a condenação imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) aos envolvidos na tentativa de golpe de Estado voltou a ganhar destaque. A decisão da Corte, considerada inédita, teve ampla repercussão na imprensa internacional.

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Os ataques ocorreram após o resultado das eleições de 2022, em um contexto de mobilização de grupos que pediam intervenção militar para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. Além da invasão aos prédios públicos, o período foi marcado pelo bloqueio de rodovias, pela instalação de acampamentos em frente a quartéis em diversas cidades e por episódios graves, como a tentativa de explosão de uma bomba nas proximidades do Aeroporto Internacional de Brasília, na véspera do Natal, e a invasão da sede da Polícia Federal.

Em setembro do ano passado, por quatro votos a um, a Primeira Turma do STF condenou Jair Bolsonaro e outros sete aliados no processo que apurou a articulação golpista. O ex-presidente recebeu pena superior a 27 anos de prisão por crimes como tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tornando-se o primeiro ex-chefe do Executivo brasileiro condenado por esse tipo de crime.

A decisão ganhou espaço em veículos de grande circulação fora do país. O jornal norte-americano The New York Times publicou a notícia em destaque na página principal de sua edição digital, relatando que a Suprema Corte brasileira condenou o ex-presidente por tentar se manter no poder após a derrota eleitoral de 2022, mencionando inclusive um plano para assassinar o adversário político.

No Reino Unido, o The Guardian também levou o caso à capa de sua versão online, descrevendo Bolsonaro como um ex-presidente de extrema-direita condenado por planejar um golpe militar e por tentar destruir a democracia brasileira. O jornal francês Le Monde destacou que o ex-líder foi considerado culpado de chefiar uma organização criminosa com o objetivo de manter um governo autoritário, apesar da derrota nas urnas, e informou que a defesa anunciou a intenção de recorrer inclusive em instâncias internacionais.

Nos Estados Unidos, o The Washington Post também noticiou a condenação em sua capa digital, afirmando que o STF concluiu que Bolsonaro tentou reverter o resultado das eleições com um plano que incluía o assassinato do presidente Lula. Já o espanhol El País classificou a decisão como um marco no combate à impunidade no Brasil, ao relatar a condenação do ex-presidente por liderar uma conspiração golpista para não entregar o poder.

Na América do Sul, o jornal argentino Clarín informou que Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por conspiração contra a ordem democrática após perder as eleições de 2022. A cobertura internacional também alcançou o Oriente Médio, onde a rede Al Jazeera destacou o voto decisivo da ministra Cármen Lúcia e afirmou que, segundo a magistrada, havia ampla evidência de que o ex-presidente agiu com o objetivo de corroer a democracia e as instituições brasileiras.

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