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POLÍTICA CEARENSE

Cid diz que saída de Camilo do MEC pode prejudicar Elmano na disputa no Ceará

Para senador, ex-governador viraria 'sombra' ou até 'fantasma' sobre a candidatura à reeleição

22 janeiro 2026 - 14h05Vanessa Araujo
Senador Cid Gomes avalia que saída de Camilo Santana do MEC pode enfraquecer candidatura de Elmano no Ceará.
Senador Cid Gomes avalia que saída de Camilo Santana do MEC pode enfraquecer candidatura de Elmano no Ceará. - (Foto: Imagem Ilustrativa/A Critica)

O senador Cid Gomes (PSB-CE) avalia que uma eventual saída do ministro da Educação, Camilo Santana (PT), para atuar diretamente na campanha eleitoral no Ceará pode ter efeito negativo para o governador Elmano de Freitas (PT). Segundo Cid, o movimento tende a enfraquecer, e não fortalecer, o atual chefe do Executivo estadual, ao recolocar Camilo em posição de destaque no cenário local.

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Camilo deve deixar o Ministério da Educação para se dedicar às campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Elmano no Estado. Na análise de Cid, porém, a presença mais intensa do ex-governador na disputa pode comprometer o protagonismo político de Elmano.

“Se ele sair, isso é terrível para o Elmano. O Camilo, como foi um excelente governador, saiu muito bem avaliado; ele não deixa de ser uma sombra para o governador Elmano. Agora, se ele sai do ministério, isso deixa de ser uma sombra e passa a ser um fantasma”, afirmou o senador em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo.

O debate ocorre em meio ao avanço do calendário eleitoral e a um cenário considerado desafiador para o Palácio da Abolição. Levantamento Ipsos-Ipec, realizado entre os dias 13 e 16 de dezembro de 2025, aponta o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) na liderança da corrida pelo governo do Ceará.

Segundo a pesquisa, Ciro aparece com 44% das intenções de voto, enquanto Elmano soma 34%. O estudo ouviu 800 eleitores e tem margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Apesar da desvantagem no cenário eleitoral estimulado, o levantamento mostra que a gestão de Elmano mantém avaliação positiva. A aprovação do governador chega a 59%, indicador que contrasta com a diferença registrada na intenção de voto.

Na avaliação de Cid Gomes, o histórico político de Camilo Santana amplia o risco de sobreposição de lideranças. Camilo governou o Ceará por dois mandatos consecutivos, sendo eleito em 2014 e reeleito em 2018 ainda no primeiro turno, com 79,96% dos votos.

Em 2022, elegeu-se senador da República com quase 70% dos votos válidos, consolidando-se como um dos principais nomes do PT no Nordeste. Para Cid, esse capital político, somado à alta aprovação de seus governos, tende a ofuscar Elmano caso Camilo deixe o MEC para atuar diretamente no Estado.

A leitura do senador é que a permanência de Camilo no ministério ajuda a preservar uma divisão mais clara de papéis, enquanto sua saída pode reabrir comparações diretas entre as gestões e gerar ruídos na estratégia eleitoral do PT no Ceará.

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