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POLÍTICA EXTERNA

Casa Branca diz manter contato direto com autoridades interinas da Venezuela

Governo Trump afirma que decisões sobre petróleo venezuelano serão ditadas pelos EUA

7 janeiro 2026 - 16h05Pedro Lima
Porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, fala sobre negociações entre EUA e autoridades interinas da Venezuela
Porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, fala sobre negociações entre EUA e autoridades interinas da Venezuela - (Foto: Imagem ilustrativa/A Crítica)

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou nesta quarta-feira (7) que o governo do presidente Donald Trump mantém um “contato bem próximo” com autoridades interinas da Venezuela. Segundo ela, a administração norte-americana está em “correspondência direta” com esses representantes e deixou claro que as decisões relacionadas ao país sul-americano continuam sendo conduzidas sob orientação dos Estados Unidos.

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Durante entrevista coletiva, Leavitt não detalhou quem são as autoridades interinas envolvidas, mas reforçou que Washington exerce influência direta sobre os rumos das negociações em curso. “Suas decisões continuarão a ser ditadas pelos EUA”, declarou a porta-voz, sem fornecer mais informações sobre o teor das conversas.

A secretária confirmou ainda que o envio de petróleo venezuelano aos Estados Unidos faz parte de um acordo bilateral. De acordo com ela, o governo norte-americano está trabalhando em conjunto com a Venezuela e com a indústria petrolífera para viabilizar o arranjo. Segundo Leavitt, o óleo negociado é proveniente de estoques anteriormente sancionados e o país já iniciou a comercialização desse petróleo, que deve chegar “muito em breve” ao território norte-americano.

Outro ponto destacado foi o destino dos recursos obtidos com a venda do petróleo. Conforme a porta-voz, os valores serão liquidados em bancos dos Estados Unidos, e a distribuição dos fundos ficará a critério do governo americano. Leavitt classificou a iniciativa como “um projeto de longo prazo dos EUA”, indicando que a operação vai além de uma ação pontual.

Questionada sobre a presença militar, a secretária afirmou que não há mais tropas americanas em território venezuelano no momento. No entanto, ressaltou que o presidente Donald Trump “reserva o direito de usar o Exército dos EUA, se necessário”, sinalizando que a opção militar não está descartada.

Leavitt também afirmou que os Estados Unidos continuarão a aplicar rigorosamente as sanções existentes, citando como exemplo casos de apreensão de navios-tanque. Ao mesmo tempo, disse que o governo vem promovendo uma reversão seletiva de sanções contra a Venezuela, dentro da estratégia adotada pela Casa Branca.

Segundo a porta-voz, os EUA irão permitir a venda de petróleo bruto e derivados venezuelanos no mercado, ampliando o alcance das negociações. Ela informou ainda que o presidente Trump tem encontro marcado com executivos do setor petrolífero nesta sexta-feira, dia 9, quando o tema deve avançar nas discussões.

As declarações reforçam o protagonismo dos Estados Unidos na condução das decisões políticas e econômicas envolvendo a Venezuela, especialmente no setor energético, considerado estratégico tanto para a política externa quanto para o mercado interno norte-americano.

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