
O ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL-SC) afirmou nesta segunda-feira (5) que foi impedido de visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está sob custódia da Polícia Federal. Segundo ele, agentes informaram que as visitas familiares só podem ocorrer às terças e quintas-feiras, das 9h às 11h, conforme determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Carlos usou as redes sociais para relatar o episódio e disse que a restrição ocorre mesmo em um momento que classificou como delicado para a saúde do ex-presidente. De acordo com ele, a nova regra padronizou os dias e horários das visitas, encerrando a necessidade de pedidos individuais ao STF, mas manteve limites rígidos de acesso.
“O que ocorreu, na prática, foi apenas o fim da exigência de que a família tivesse de protocolar pedidos sucessivos e aguardar, muitas vezes em vão, a ‘boa vontade’ do ministro”, escreveu Carlos em publicação na plataforma X.
A decisão mencionada pelo ex-vereador foi tomada na sexta-feira (2). O despacho do ministro Alexandre de Moraes dispensou a autorização individual para cada visita, mas estabeleceu critérios fixos. Ficou definido que apenas dois familiares podem visitar Bolsonaro por dia, sempre de forma separada, exclusivamente às terças e quintas-feiras.
Na prática, esses horários já vinham sendo adotados, porém cada visita precisava passar por análise prévia e liberação expressa do ministro. No mês passado, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro obteve autorização para visitar o marido dentro desses mesmos parâmetros.
Jair Bolsonaro retornou à custódia da Polícia Federal no dia 1º de janeiro, após passar uma semana internado para a realização de procedimentos médicos. Ele cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, imposta por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes julgados pelo Supremo Tribunal Federal.

