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APURAÇÃO

Vereadores interrompem recesso e criam comissão para investigar aumentos do IPTU 2026

A Câmara Municipal deve realizar novas reuniões nesta semana para consolidar um relatório preliminar e definir os próximos passos da investigação

5 janeiro 2026 - 16h40Da Redação
Vereadores de Campo Grande durante reunião que criou comissão especial para investigar aumentos no IPTU 2026.
Vereadores de Campo Grande durante reunião que criou comissão especial para investigar aumentos no IPTU 2026. - (Foto: Izaias Medeiros)

Devido a indignação de moradores de Campo Grande com o reajuste do IPTU 2026, a Câmara Municipal decidiu romper o recesso parlamentar e criar uma Comissão Técnica Especial para investigar possíveis irregularidades nos novos valores cobrados pela Prefeitura. A reunião foi realizada nesta segunda-feira (5) e reuniu vereadores, representantes de entidades de classe e o secretário municipal de Governo, Ulisses Rocha.

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A decisão foi motivada por denúncias de aumentos considerados abusivos no valor do imposto e da taxa de coleta de lixo. O grupo de trabalho é presidido pelo vereador Rafael Tavares e conta com a participação dos vereadores Dr. Lívio, Neto Santos, Leinha, André Salineiro, Luiza Ribeiro, Veterinário Francisco e Beto Avelar.

Durante o encontro, representantes da Associação Comercial de Campo Grande (ACICG), CDL, Secovi, Creci e da Associação dos Advogados Independentes apresentaram suas preocupações sobre a falta de transparência nos cálculos e defenderam medidas imediatas de correção.

Entre as propostas analisadas estão:

a retomada do desconto de 20% para pagamento à vista;

a revisão dos aumentos, limitando-os à inflação oficial (5,32%, segundo o IPCA-E);

maior detalhamento das alíquotas e bases de cálculo;

e a possibilidade de separar a taxa do lixo do carnê do IPTU.

O objetivo, segundo os parlamentares, é “garantir transparência e corrigir eventuais distorções” na cobrança. A Comissão vai reunir-se com a Prefeitura e com a Procuradoria Jurídica da Câmara para avaliar medidas legais e discutir eventuais ajustes no tributo.

A decisão foi motivada por denúncias de aumentos considerados abusivos no valor do imposto e da taxa de coleta de lixo

Prefeitura admite revisar casos - O secretário de Governo, Ulisses Rocha, afirmou que o Executivo está disposto a analisar caso a caso eventuais erros nos valores cobrados.

“Se houver irregularidades comprovadas, podemos rever os cálculos. Não acreditamos que tenha havido erro generalizado, mas estamos abertos à análise”, afirmou Rocha.

Já o presidente da Comissão, Rafael Tavares, confirmou que o presidente da Câmara, vereador Papy, autorizou a convocação de uma sessão extraordinária para votar um projeto que possa corrigir as cobranças, se necessário.

“Nosso papel é dar uma resposta rápida à população. Vamos buscar os instrumentos legais para suspender ou ajustar o IPTU e garantir que o contribuinte não seja penalizado injustamente”, disse Tavares.

O vereador Dr. Lívio ressaltou que a prioridade é compreender a origem dos aumentos e assegurar medidas dentro da legalidade. “Desde dezembro, há uma comoção em razão dos valores. Nossa missão é entender a base desses cálculos e acompanhar de perto o processo de revisão”, destacou.

A Câmara Municipal deve realizar novas reuniões nesta semana para consolidar um relatório preliminar e definir os próximos passos da investigação.

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