
Mesmo quando o governador Eduardo Riedel está fora do Estado, Mato Grosso do Sul segue funcionando no mesmo ritmo. Essa é a avaliação do vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, que atualmente exerce o comando interino do Executivo estadual e afirma que a engrenagem administrativa foi estruturada para não depender de uma única figura.
Em entrevista ao Giro Estadual de Notícias, nesta quarta-feira (14), Barbosinha destacou que a relação de confiança com o governador permite que o Estado continue entregando obras, mantendo agendas no interior e tomando decisões sem rupturas ou disputas internas.
“O Estado continua caminhando em absoluta tranquilidade”, afirmou.
Segundo ele, desde o fim do ano, tem percorrido diversas regiões de Mato Grosso do Sul, entregando obras, vistoriando investimentos e dialogando com prefeitos, vereadores e lideranças locais. A agenda inclui municípios como Água Clara, Costa Rica, Naviraí, Chapadão do Sul, Eldorado, Mundo Novo, Iguatemi e Tacuru.
Barbosinha ressaltou que sua trajetória no Executivo contribuiu para esse momento. Ele lembrou que foi prefeito ainda jovem, presidiu a Sanesul por mais de sete anos e ocupou secretarias estratégicas antes de assumir a vice-governadoria. Para ele, governar exige ritmo, equipe técnica preparada e capacidade de decisão.
“O que faz o Estado andar não é um CPF, é uma estrutura de gestão”, disse.
O vice-governador afirmou que a atual administração mantém um secretariado técnico e alinhado, capaz de sustentar a execução de políticas públicas mesmo em períodos desafiadores, como foi 2025, marcado por queda de receitas e aumento das despesas públicas.
Ele também destacou que o modelo adotado pelo governo estadual prioriza a presença do Estado nos municípios, com obras de pavimentação, saneamento, educação e saúde, reforçando o perfil municipalista da gestão.
Questionado sobre o futuro político, Barbosinha evitou antecipar qualquer debate eleitoral e reforçou que o foco segue sendo administrativo. “Primeiro se trabalha. A política vem depois, como consequência do que foi entregue”, afirmou.
Para ele, a confiança entre governador e vice é um dos pilares para garantir estabilidade institucional e evitar disputas que prejudiquem a população. “Quando há confiança, o Estado não para”, concluiu. Confira a entrevista na íntegra:

