
Ao avaliar o momento de Mato Grosso do Sul, o vice-governador e governador interino Barbosinha afirmou que o Estado vive um ciclo de crescimento sustentado por planejamento, continuidade administrativa e foco em resultados, e não por disputas eleitorais antecipadas.
Em entrevista ao Giro Estadual de Notícias, nesta quarta-feira (14), ele afirmou que o debate sobre as eleições de 2026 só deve ocorrer no momento certo. “Antes tem o carnaval, depois a Copa do Mundo. Agora é hora de trabalhar”, resumiu.
Barbosinha destacou que Mato Grosso do Sul registrou crescimento de 13,4%, tornou-se o segundo estado que mais cresceu no país e bateu recorde de exportações em 2025, com US$ 10,7 bilhões, além de um saldo positivo superior a US$ 8 bilhões na balança comercial.
Segundo ele, o desafio da atual gestão foi dar continuidade a um governo bem avaliado, iniciado ainda na gestão de Reinaldo Azambuja. “Suceder um gestor mal avaliado é fácil. Suceder uma gestão de alto nível é muito mais difícil”, afirmou, ao destacar a transição considerada natural para o governo de Eduardo Riedel.
Na área social, o vice-governador citou a redução superior a 40% da pobreza extrema, além dos avanços na educação. De acordo com ele, o Estado reduziu pela metade o índice de reprovação escolar e alcançou o menor índice histórico de evasão, além de ser o segundo que mais avançou em alfabetização no país.
Outro eixo apontado como estratégico foi a regionalização da saúde, com a ampliação da rede hospitalar fora da Capital. Barbosinha citou os hospitais regionais de Dourados, Três Lagoas e Ponta Porã, além da estruturação de uma parceria público-privada para o Hospital Regional de Campo Grande.
“O objetivo é reduzir o fluxo de pacientes para a Capital e levar atendimento de média e alta complexidade para o interior”, explicou.
Sobre o futuro político, Barbosinha afirmou que sua eventual permanência como vice em uma chapa para 2026 não é uma decisão individual. “Vice é uma escolha pessoal do governador e depende de conjuntura política. Estou tranquilo. O foco é trabalhar”, afirmou.
Ele encerrou reforçando que acredita que política deve ser consequência da entrega de resultados, e não o contrário. “Quando a população percebe melhoria real na vida, o debate político acontece naturalmente”, concluiu. Confira a entrevista na íntegra:

