
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta-feira, dia 8, que a Justiça não pode ser relativizada e que crimes cometidos contra a democracia devem ser punidos com rigor. A declaração foi feita durante a cerimônia em memória dos atos de 8 de Janeiro, realizada no Palácio do Planalto, em Brasília.
Ao discursar, Alckmin destacou que a tentativa de ruptura institucional após o resultado das eleições evidencia a gravidade dos fatos ocorridos. “Se perdendo as eleições tentaram um golpe de Estado, imagine o que não teriam feito se tivessem vencido as eleições”, afirmou, ao defender uma resposta firme do Estado aos responsáveis pelos ataques às sedes dos Três Poderes.
O vice-presidente ressaltou que, diante da crise, houve atuação conjunta do Executivo, do Legislativo e do Judiciário, o que, segundo ele, foi decisivo para a preservação do regime democrático. Alckmin avaliou que instituições sólidas são fundamentais para garantir estabilidade política e avanço social. “As pessoas passam, as instituições ficam e as boas instituições ajudam o país para que ele possa avançar. A democracia traz desenvolvimento”, declarou.
Durante a cerimônia, Alckmin também elogiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que o atual governo tem recolocado o Brasil no cenário internacional. Segundo ele, o país voltou a ser ouvido no mundo sem a intenção de exercer hegemonia, mas com a defesa de uma rede de nações livres e soberanas. “Sem soberania, democracia é simulacro”, disse.
O vice-presidente voltou a enfatizar que não há espaço para relativização das responsabilidades individuais pelos atos antidemocráticos. “Justiça não se divide, justiça não se fraciona. Aqueles que romperam, cometeram crime devem sofrer o rigor da justiça e o peso da história."

