
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), voltou a evitar qualquer definição sobre uma eventual candidatura ao governo de São Paulo. Na noite desta segunda-feira (9), após participar do evento Conexão Empresarial, em Belo Horizonte (MG), ele afirmou que ainda é cedo para tratar das disputas estaduais e classificou como exagerada a ansiedade em torno do tema eleitoral.
“Tem dois ansiosos na vida: políticos e jornalistas”, disse Alckmin, em declaração ao portal O Tempo, ao ser questionado sobre o cenário de 2026.
Ao comentar especificamente a sucessão paulista, o vice-presidente destacou que as decisões não partirão de Brasília e deverão respeitar o diálogo com as lideranças locais. Segundo ele, o campo governista conta com diversos nomes competitivos para a disputa em São Paulo.
“Em relação aos governos estaduais, vamos ter candidatos no Brasil inteiro. De que partido? Isso vai ser definido um pouco mais à frente. E não é uma decisão de Brasília, é uma decisão ouvindo as lideranças dos Estados. São Paulo, nós teremos um forte e ótimo candidato”, afirmou.
Na sequência, Alckmin citou possíveis postulantes ao Palácio dos Bandeirantes, entre eles o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), o ex-governador Márcio França (PSB), a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT).
“Temos inúmeros nomes e outros que não estou citando. No momento adequado isso será definido”, completou.
Há meses, o nome de Alckmin circula nos bastidores como uma possível opção para a disputa ao governo paulista. O vice-presidente, no entanto, nunca manifestou publicamente a intenção de concorrer. As articulações, em geral, partem de setores do PT, que avaliam a possibilidade de abrir espaço na chapa presidencial para partidos de centro, como o MDB.
Nesta terça-feira (10), o presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou em entrevista à GloboNews que caberá a Alckmin decidir se tentará a reeleição como vice-presidente ou se disputará novamente o governo de São Paulo.
Durante a conversa com jornalistas, Alckmin também comentou sobre o peso da economia nas disputas eleitorais. Para ele, cada nível de eleição tem uma pauta predominante, mas, no plano nacional, o desempenho econômico é decisivo.
“Eleição municipal é muito território, asfaltado, UBS, creche. Eleição estadual: segurança, autoestradas, infraestrutura. Eleição nacional: economia, inflação. Isso é um fator fundamental. Trabalhador tem reajuste uma vez por ano. Se tenho uma inflação alta, o poder de compra derrete todo dia”, avaliou.
Minas como fiel da balança - Ao falar sobre Minas Gerais, Alckmin afirmou que o Estado também dispõe de nomes fortes para a disputa ao governo. Ele citou o senador Rodrigo Pacheco (PSD), ex-presidente do Congresso Nacional, além do ex-ministro Walfrido Mares Guia e de lideranças da Assembleia Legislativa mineira, embora tenha evitado aprofundar o papel de Pacheco no processo eleitoral.
O vice-presidente ressaltou ainda a importância histórica de Minas Gerais nas eleições presidenciais. “Quem ganha em Minas ganha a eleição nacional. Minas é uma síntese da unidade nacional. É um Estado fascinante”, afirmou.
