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31 de janeiro de 2026 - 16h48
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MAUS-TRATOS

Casos de violência contra cães em quatro Estados geram protestos e pedidos de punição

Ataques registrados em SC, SP, PR e RS mobilizam manifestações e investigações policiais

31 janeiro 2026 - 15h00Redação O Estado de S. Paulo
Protestos em várias capitais cobram punição para casos recentes de violência contra cães no país.
Protestos em várias capitais cobram punição para casos recentes de violência contra cães no país. - (Foto: Imagem Ilustrativa/A Critica)

Ao menos quatro casos de violência contra cães, registrados em Santa Catarina, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, provocaram indignação e reação de protetores de animais nos últimos dias. As ocorrências, com mortes confirmadas, levaram à organização de manifestações em diversas capitais do país, previstas para este fim de semana, com foco na cobrança por justiça e responsabilização dos envolvidos.

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Os protestos têm como principal símbolo o cão Orelha, morto após agressões em Florianópolis. Atos públicos devem ocorrer em quase todas as capitais brasileiras, reunindo organizações de proteção animal e cidadãos que pedem punições mais rigorosas para crimes de maus-tratos.

Santa Catarina: cão Orelha

O caso que desencadeou a mobilização nacional ocorreu na Praia Brava, em Florianópolis. Orelha, um cão comunitário de 10 anos, foi encontrado gravemente ferido neste mês, em estado agonizante. Ele chegou a receber atendimento veterinário, mas morreu em decorrência das lesões provocadas pelas agressões.

A Polícia Civil tomou conhecimento do caso no dia 16 de janeiro. As investigações apontam quatro adolescentes como suspeitos de agredir o animal com violência, com indícios de que o ataque teve como objetivo provocar a morte do cão. Parte das agressões teria se concentrado na cabeça.

As autoridades também apuram se o mesmo grupo estaria envolvido em uma tentativa de afogamento de outro cão comunitário, registrada no início de janeiro, na mesma região.

São Paulo: cachorro comunitário

Na zona leste de São Paulo, um cachorro comunitário foi morto com dez tiros no bairro Jardim Três Marias. O crime ocorreu no dia 18 de janeiro, mas ganhou grande repercussão após a divulgação de imagens de câmeras de segurança que mostram o momento em que um homem atira contra o animal.

A Polícia Civil trabalha para identificar o autor dos disparos. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que a delegacia responsável realiza diligências para esclarecer as circunstâncias do caso.

Paraná: cão Abacate

No município de Toledo, no oeste do Paraná, o cão comunitário Abacate morreu após ser baleado na terça-feira (27). Moradores encontraram o animal ferido pela manhã e o encaminharam a um hospital veterinário particular.

Abacate passou por uma cirurgia de emergência, mas não resistiu. O projétil perfurou o intestino do cão, causando complicações que levaram à morte horas depois do atendimento.

Rio Grande do Sul: cão Negão

Em Campo Bom, no Vale dos Sinos, um cão sem raça definida conhecido como Negão foi baleado por um policial militar na noite de terça-feira (27). O caso ocorreu no bairro Barrinha e foi registrado por câmeras de segurança.

A Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul informou, em nota, que determinou a abertura de investigação pela Corregedoria da Brigada Militar para apurar a conduta dos policiais envolvidos e as circunstâncias do disparo.

Os episódios reacenderam o debate sobre maus-tratos a animais e a efetividade da legislação brasileira, além de ampliar a pressão popular por respostas rápidas das autoridades e punições exemplares nos casos de violência.

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