
Uma moradora de Campo Grande denunciou o próprio primo por importunação sexual após, segundo boletim de ocorrência, ser agarrada e ter um beijo forçado tentado por ele dentro de casa. O caso aconteceu na residência da vítima, onde o homem costumava ir com frequência para visitar o tio, que é pai dela e tem problemas de saúde e locomoção.
A mulher relatou à polícia que sempre teve relação de “irmandade” com o primo e que as visitas eram motivadas pelo cuidado com o idoso, considerado vulnerável. Nas últimas semanas, porém, o comportamento do homem mudou: ele passou a enviar mensagens de cunho sexual para ela, todas ignoradas pela vítima.
De acordo com o registro, o crime aconteceu quando o primo foi novamente até a casa, com o pretexto de ver o tio. Em determinado momento, enquanto a mulher estava na cozinha, ele a agarrou e tentou beijá-la à força. A vítima conseguiu se desvencilhar, expulsou o homem do imóvel e, em seguida, procurou a polícia para formalizar a denúncia.
No boletim, a mulher também informou que pediu medida protetiva contra o primo, para impedir que ele volte a se aproximar dela ou da casa. O caso foi registrado como importunação sexual, crime previsto no Código Penal desde 2018, no artigo 215-A, com pena que varia de um a cinco anos de reclusão.
As autoridades reforçam que situações de constrangimento e investidas de caráter sexual sem consentimento, inclusive dentro do círculo familiar, podem e devem ser denunciadas.
A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 funciona 24 horas por dia, por telefone e WhatsApp, e oferece orientação sobre direitos, registro de denúncias e encaminhamento aos órgãos competentes. Em Campo Grande, vítimas também podem procurar a Casa da Mulher Brasileira, na Rua Brasília, Jardim Imá, além das Delegacias de Atendimento à Mulher. Em caso de emergência, a Polícia Militar pode ser acionada pelo 190.

