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PERÍCIA

Preso em Campo Grande, autor da facada em Bolsonaro passará por perícia médica

A previsão é de que os trabalhos se estendam até as 18h, a critério dos peritos

25 julho 2022 - 11h05Da Redação
Adélio Bispo, após ser detido pela Polícia Militar no atentado contra o então candidato Jair Bolsonaro
Adélio Bispo, após ser detido pela Polícia Militar no atentado contra o então candidato Jair Bolsonaro - (Foto: PM-MG / Divulgação)

Uma nova perídica médica de Adélio Bispo, autor de facada em Jair Bolsonaro durante a campanha de 2018, acontece nesta segunda-feira (25) no Presídio de Campo Grande. A avalição deve determinar sobre a cessação ou permanência da periculosidade (se ele ainda é perigoso e oferece risco), e pode resultar na liberdade dele.

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A previsão é de que os trabalhos se estendam até as 18h, a critério dos peritos. Os profissionais irão responder quesitos apresentados pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Defensoria Pública da União (DPU), entre eles, se o quadro de saúde mental apresentado pelo paciente no exame pericial citado na sentença persiste.

O laudo pericial deverá ser juntado em até 30 dias após a conclusão dos trabalhos.

Houve um atraso na perícia que deveria ter acontecido no dia 14 de junho, mas devido à falta de peritos disponíveis até a data o procedimento acabou sendo suspenso e, até então, não havia um dia determinado para que ele fosse realizado.

Em laudo de 2019, Adélio foi diagnosticado com transtorno delirante permanente paranoide, o que não permite a punição criminal, e, por isso, ele foi considerado inimputável. Uma nova perícia médica precisa ser feita três anos após a decisão para saber se o estado de saúde mental dele permanece o mesmo e se ele ainda representa um risco para a sociedade.

A Justiça Federal informou à época que "apesar dos diversos esforços da secretaria da Vara junto aos peritos cadastrados na Subseção Judiciária de Campo Grande, até a presente data não houve manifestação de interesse dos dois peritos para a realização avaliação, conforme exigido por lei".

No mês de maio, o MPF solicitou à Justiça que determine a realização da perícia médica para averiguar a persistência ou cessação da periculosidade de Adélio, tendo em vista o prazo inicial de 3 anos de internação.

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