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09 de fevereiro de 2026 - 18h37
POLÍCIA CIVIL

Polícia prende Bode, apontado como líder de quadrilha de roubos a casas de luxo em SP

Suspeito era braço direito do Minotauro e teria assumido liderança após prisões em 2025

9 fevereiro 2026 - 16h45Redação
Polícia Civil prendeu suspeito apontado como liderança de quadrilha especializada em roubos a casas de luxo.
Polícia Civil prendeu suspeito apontado como liderança de quadrilha especializada em roubos a casas de luxo. - Foto: Reprodição / Agencia SP

A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta segunda-feira (9) Rodrigo Matos da Silva, conhecido como Bode, apontado como um dos principais integrantes de uma quadrilha especializada em roubos a residências de alto padrão na capital paulista. Segundo as investigações, o grupo teria invadido ao menos 30 casas em bairros nobres, como Cidade Jardim e Morumbi.

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De acordo com o diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), delegado Ronaldo Augusto Comar Marão Sayeg, Bode é considerado um criminoso de alta periculosidade e exercia papel central nas ações do grupo.

“Uma prisão dessa enfraquece o grupo criminoso, mas não o desarticula. A investigação seguiu para alcançar um executor desses crimes, que é o Bode, um criminoso violento que entrava nas casas, ameaçava e torturava vítimas, independentemente da idade, incluindo crianças e idosos”, afirmou o delegado.

As apurações indicam que, após a prisão de Diego Fernandes de Souza, o Minotauro, e de Rafael Henrique Alves de Sousa, conhecido como Rafinha, em setembro de 2025, Rodrigo Matos passou a ocupar posição de liderança dentro da quadrilha.

“Com as prisões do ano passado, ele se tornou uma espécie de liderança desse grupo criminoso”, explicou Sayeg.

Minotauro era apontado como o chefe do esquema e já vinha sendo investigado pelo Deic havia pelo menos dois anos. Ele foi localizado na comunidade de Paraisópolis, vizinha ao bairro do Morumbi, na zona sul da capital. À época, estava foragido e respondia por crimes como roubo, formação de quadrilha e porte ilegal de arma de fogo. Seu nome aparece em ao menos 14 inquéritos policiais instaurados desde 2016.

Rafinha, outro integrante do grupo, foi preso pela Polícia Militar após participar de uma tentativa de roubo a uma residência no Morumbi.

Reportagem publicada em maio detalhou o modo de atuação da quadrilha. O grupo mirava imóveis de alto padrão, geralmente próximos a obras ou temporariamente vazios. As ações aconteciam durante a madrugada, quando criminosos fortemente armados invadiam as casas sem chamar atenção.

As vítimas eram rendidas enquanto dormiam, e os assaltantes levavam rapidamente joias, relógios de luxo e outros bens de alto valor. A Polícia Civil afirma que as investigações continuam para identificar outros envolvidos e desarticular completamente o grupo.

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