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20 de janeiro de 2026 - 11h34
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NACIONAL

Polícia apura mortes suspeitas em hospital após aplicação de substâncias em pacientes

Ex-técnicos de enfermagem são investigados por envolvimento em ao menos três óbitos em UTI particular

20 janeiro 2026 - 09h35Redação
Hospital Anchieta, em Taguatinga, onde ocorreram as mortes que são alvo de investigação da Polícia Civil
Hospital Anchieta, em Taguatinga, onde ocorreram as mortes que são alvo de investigação da Polícia Civil - (Foto: Imagem Ilustrativa/A Critica)

A Polícia Civil do Distrito Federal investiga a suspeita de que três ex-técnicos de enfermagem tenham causado a morte de pelo menos três pacientes em um hospital particular de Brasília. Os casos ocorreram em dezembro de 2025, no Hospital Anchieta, em Taguatinga, e só vieram a público após o avanço das investigações.

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Segundo a polícia, os suspeitos teriam aplicado substâncias sem autorização médica, incluindo medicamentos indevidos e, em um dos casos, produto desinfetante, diretamente nos pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

As investigações apontam que um dos envolvidos, um homem de 24 anos, acessava o sistema interno do hospital utilizando logins vinculados a médicos, o que permitia a emissão irregular de prescrições. Com isso, ele retirava os medicamentos na farmácia da unidade, preparava as substâncias e as aplicava nos pacientes sem qualquer indicação clínica.

De acordo com a Polícia Civil, duas mulheres, de 28 e 22 anos, teriam participado ou sido coniventes com as ações. Em um dos episódios mais graves, uma das pacientes teria recebido injeção de desinfetante.

O Hospital Anchieta informou, em nota, que demitiu os três profissionais assim que um comitê interno identificou situações fora do padrão nas mortes registradas na UTI. A própria unidade acionou a Polícia Civil para investigação do caso.

Durante a Operação Anúbis, deflagrada no dia 11 de janeiro, o homem e a mulher de 28 anos foram presos. A terceira investigada, de 22 anos, foi detida no dia 15. A polícia apreendeu celulares, computadores e outros materiais, que agora passam por perícia.

As vítimas identificadas até o momento são:

uma aposentada de 75 anos;

um servidor público de 63 anos;

um homem de 33 anos.

As autoridades não divulgaram os nomes dos envolvidos nem das vítimas.

O Conselho Regional de Enfermagem do DF (Coren-DF) informou que acompanha o caso e que adotará as medidas cabíveis dentro de sua atribuição, diante da gravidade das suspeitas.

A Polícia Civil segue apurando se há outras vítimas e se mais pessoas participaram das ações.

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