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22 de janeiro de 2026 - 15h18
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VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Polícia apreende armas de investigados por violência contra mulher em Campo Grande

Mandados cumpridos pela 1ª Deam recolheram pistola e revólver de dois homens após denúncias de ameaças e perseguição a ex-companheiras

22 janeiro 2026 - 14h15Iury de Oliveira
Pistola, revólver e munições apreendidos pela 1ª Deam em endereços de investigados por violência contra mulher em Campo Grande
Pistola, revólver e munições apreendidos pela 1ª Deam em endereços de investigados por violência contra mulher em Campo Grande - (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

A Polícia Civil apreendeu armas de fogo e munições em endereços de dois homens investigados por violência doméstica e familiar contra mulheres em Campo Grande. As diligências foram realizadas na manhã desta quinta-feira (22) pelo Setor de Investigações Gerais (SIG) da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (1ª Deam), com cumprimento de dois mandados de busca e apreensão.

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As ordens judiciais foram cumpridas em residências nos bairros Santa Luzia e Vila Nova Campo Grande. Os casos têm como origem boletins de ocorrência em que as vítimas relataram histórico de violência psicológica, ameaças, perseguição e comportamento intimidatório, além de medo concreto pela própria integridade física em razão de os investigados terem armas de fogo.

Em um dos inquéritos, a vítima contou que conviveu por décadas em relacionamento conjugal marcado por episódios reiterados de agressividade. Mesmo após o fim da união, ela afirma ter passado a sofrer ameaças veladas e diretas, o que teria provocado intenso abalo emocional e sensação constante de vigilância.

Na casa do investigado no bairro Santa Luzia, os policiais apreenderam uma pistola Taurus, modelo PT 938, calibre .380, com 15 munições do mesmo calibre. Já na residência localizada na Vila Nova Campo Grande, foi encontrado um revólver calibre .38, acompanhado de quatro munições.

Segundo a Polícia Civil, as armas e munições estavam devidamente registradas e com documentação regular. Por isso, não houve prisão em flagrante neste momento. O material foi recolhido e ficará à disposição do Poder Judiciário para análise, subsidiando a continuidade das investigações e a revisão das medidas já impostas.

A corporação ressalta que esse tipo de ação tem caráter preventivo e protetivo, sobretudo em situações em que há armas de fogo envolvidas em contextos de violência doméstica. A avaliação é de que a apreensão dos armamentos ajuda a interromper ciclos de violência e reduz riscos concretos à vida e à integridade física e psicológica das mulheres.

As investigações seguem em andamento, sob sigilo, para preservar as vítimas e garantir a responsabilização dos autores, caso as condutas criminosas sejam confirmadas ao fim do inquérito.

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