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17 de fevereiro de 2026 - 10h15
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POLÍCIA

PF faz buscas em três estados por ordem do STF sobre vazamento de dados fiscais

Ação ocorreu em SP, RJ e BA e apura possível acesso irregular a informações de ministros na Receita Federal

17 fevereiro 2026 - 08h20Felipe de Paula e Fausto Macedo
Polícia Federal cumpriu mandados por determinação do STF em investigação sobre possível vazamento de dados fiscais.
Polícia Federal cumpriu mandados por determinação do STF em investigação sobre possível vazamento de dados fiscais. - (Foto: Polícia Federal)

Por determinação do Supremo Tribunal Federal, a Polícia Federal cumpriu nesta terça-feira (17), durante o Carnaval, quatro mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. A ação integra investigação que apura possíveis vazamentos de dados da Receita Federal relacionados a ministros da Corte e seus familiares.

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A medida foi autorizada após representação da Procuradoria-Geral da República. Além das buscas, o STF determinou medidas cautelares contra os investigados, como uso de tornozeleira eletrônica, afastamento do exercício de função pública, cancelamento de passaportes e proibição de saída do País.

Inquérito - Em janeiro, o ministro Alexandre de Moraes abriu de ofício um inquérito para apurar se houve quebra irregular de sigilo fiscal de ministros do Supremo e de seus familiares por parte da Receita Federal e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf.

As suspeitas surgiram após o avanço da Operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master. O caso ganhou repercussão em dezembro, quando o jornal O Globo revelou detalhes de um contrato firmado pela esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, para atuar na defesa dos interesses do Banco Master e de Daniel Vorcaro junto ao Banco Central, à Receita Federal e ao Congresso Nacional.

Segundo o contrato, assinado em janeiro de 2024, o escritório Barci de Moraes Associados receberia R$ 3,6 milhões por mês durante três anos. Se cumprido integralmente, o valor total chegaria a R$ 129 milhões até o início de 2027.

De acordo com apuração do Estadão, a Receita Federal questiona o inquérito. Interlocutores do órgão afirmam que a instituição não possui dados de contratos particulares e que o acesso a informações sigilosas sem procedimento fiscal aberto pode resultar em demissão.

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