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22 de janeiro de 2026 - 11h18
SEGOV IPVA
HARAS DO CRIME

Operação contra quadrilha que furtava petróleo em oleodutos prende sete em seis estados

Investigação aponta esquema com perfuração clandestina de dutos da Transpetro, caminhões-tanque e uso de empresas de fachada para esquentar o produto

22 janeiro 2026 - 09h35Denise Luna
Operação Haras do Crime mobiliza Polícia Civil em seis estados contra quadrilha suspeita de furtar petróleo de oleodutos da Transpetro.
Operação Haras do Crime mobiliza Polícia Civil em seis estados contra quadrilha suspeita de furtar petróleo de oleodutos da Transpetro. - (Foto: Divulgação)

Sete pessoas foram presas nesta quinta-feira (22) na operação Haras do Crime, que mira uma quadrilha especializada no furto de petróleo de oleodutos da Transpetro. A ação, coordenada pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro e pela Polícia Civil, é realizada ao mesmo tempo em seis estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina.

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De acordo com as investigações, o grupo agia de forma organizada, com divisão de funções e atuação para além do território fluminense. A polícia cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão e tenta interromper de imediato o funcionamento do esquema.

A apuração mostra que o crime seguia um ciclo bem definido. Primeiro, os oleodutos eram perfurados de forma clandestina, sob proteção de homens armados. Depois, o petróleo era retirado e levado em caminhões-tanque por rotas interestaduais, em total situação de transporte ilegal. Para dar aparência de legalidade, o produto era vendido com notas fiscais falsas emitidas por empresas de fachada.

Os investigadores também identificaram tentativas de atrapalhar o trabalho policial, como intimidação de testemunhas, destruição de provas eletrônicas e ocultação de equipamentos usados na perfuração e retirada de petróleo. Esses fatores teriam dificultado o avanço de fases anteriores da investigação.

Segundo a Polícia Civil, parte do combustível era extraída em uma fazenda em Guapimirim, na Baixada Fluminense, área cortada por um trecho do oleoduto da Transpetro. O imóvel pertence a uma família de contraventores, o que, de acordo com a polícia, ajudou a manter as atividades ilegais por mais tempo, com menor fiscalização.

Ainda conforme a corporação, os presos nesta etapa da operação já respondem como réus em outros processos criminais. As investigações continuam para identificar mais envolvidos e rastrear possíveis ramificações da quadrilha em outros estados.

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