
A Polícia Civil investiga a denúncia de uma moradora, 27, de Campo Grande que afirma ter tido fotos e vídeos íntimos divulgados sem autorização em um grupo de Telegram. O caso foi registrado na tarde de segunda-feira (16) na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), em ocorrência de divulgação de cena de sexo e pornografia.
De acordo com o boletim, a vítima contou que, em 2022, criou um grupo fechado na plataforma para vender conteúdo íntimo. O canal tinha poucos participantes, cerca de dez, e era configurado para impedir prints, downloads e compartilhamento das imagens. Menos de um ano depois, ela excluiu o grupo e apagou todo o material.
Entre os integrantes estava um antigo amigo de escola, que a ajudava a “controlar” o conteúdo enviado. Eles nunca tiveram relacionamento amoroso, segundo o relato. A investigação começou quando, na manhã de segunda-feira, uma mulher entrou em contato com a vítima por rede social dizendo ser namorada desse amigo e que havia encerrado o relacionamento ao descobrir um novo grupo de Telegram com fotos íntimas de várias mulheres, inclusive da comunicante.
A suposta namorada enviou uma imagem do canal, que teria 27 participantes. Segundo o boletim, ela afirmou ter confrontado o então companheiro, que teria admitido compartilhar imagens de mulheres com quem se relacionou. A vítima sustenta que, no caso dela, nunca houve relação afetiva e que não autorizou o uso das fotos fora do grupo original.
Após receber as informações, a moradora procurou a Deam, manifestou desejo de representar criminalmente e indicou a mulher que fez o alerta como testemunha. Ela informou que atualmente não possui mais contato com o suspeito.
A vítima foi orientada sobre a possibilidade de acompanhamento psicológico gratuito no Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam), mas disse que, por enquanto, não pretende buscar o serviço. O caso segue em apuração pela Polícia Civil.

