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04 de fevereiro de 2026 - 11h36
maracaju
VIOLÊNCIA

Homem é preso por estuprar a irmã de 15 anos em aldeia indígena de MS

O agressor, de 32 anos, confessou o crime ocorrido na Aldeia Jarara e já cumpria pena por tentativa de feminicídio.

4 fevereiro 2026 - 10h20Redação
Suspeito foi localizado em um canavial após buscas da Polícia Civil e lideranças indígenas
Suspeito foi localizado em um canavial após buscas da Polícia Civil e lideranças indígenas - (Foto: Divulgação/PCMS)

A Polícia Civil de Naviraí prendeu em flagrante, ao meio-dia desta terça-feira (3), um homem de 32 anos acusado de estuprar a própria irmã, uma adolescente de 15 anos. O crime foi registrado na Aldeia Indígena Jarara, onde ambos residem, e revela um histórico de violência: o autor estava no regime semiaberto há apenas sete meses, após cumprir cinco anos de reclusão por tentativa de feminicídio.

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O crime e a prisão O abuso ocorreu por volta das 2h da madrugada. Segundo o relato da vítima às autoridades, ela foi violentada enquanto dormia, sem chances de oferecer resistência. Assim que o agressor deixou o local, a jovem buscou ajuda com as lideranças da aldeia, que acionaram a Polícia Militar.

Após o acolhimento inicial, a adolescente foi levada ao Hospital Municipal para exames clínicos e atendimento médico, seguindo posteriormente para a delegacia. Com base nas informações colhidas, a equipe de investigação localizou o suspeito em um canavial na zona rural de Naviraí, onde ele prestava serviços para uma usina da região.

Confissão e enquadramento legal Ao ser interrogado pela Polícia Civil, o homem admitiu ter mantido relação sexual com a irmã. No entanto, apresentou a versão de que o ato teria sido consensual. O argumento não sustenta a legalidade, uma vez que a idade da vítima e as circunstâncias do relato confirmam a natureza criminosa do fato.

O diferencial deste caso reside na reincidência e na gravidade do perfil do agressor. Ele foi indiciado com base nos artigos 213 e 226 do Código Penal (estupro agravado pelo parentesco), com pena que pode chegar a 15 anos de reclusão. O histórico de tentativa de feminicídio deve agravar a situação processual do acusado, que agora retorna ao sistema carcerário à disposição da Justiça.

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