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18 de janeiro de 2026 - 13h47
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INTERIOR

Bebê é achada chorando de fome em estrada e caso vira denúncia por maus-tratos

Conselho Tutelar diz que situação não é isolada em aldeia de Amambai e aponta falta de cuidados básicos com a criança

18 janeiro 2026 - 11h47Iury de Oliveira
Delegacia de Amambaí
Delegacia de Amambaí - (Foto: Reprodução)

Um bebê de apenas 7 meses foi resgatado chorando de fome às margens de uma estrada na Aldeia Limão Verde, em Amambai, a 351 quilômetros de Campo Grande. A criança estava longe da mãe, que, segundo o Conselho Tutelar, apresentava sinais de embriaguez quando o caso veio à tona. O resgate aconteceu na tarde de sexta-feira (17) e levou à internação do bebê para atendimento médico e acompanhamento.

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De acordo com o relato repassado à Polícia Militar, uma agente de saúde que passava pelo local ouviu o choro insistente e encontrou o bebê sozinho, com fome e visivelmente debilitado. A criança estaria há horas sem se alimentar, em condição de higiene precária e com peso muito abaixo do esperado para a idade.

O Conselho Tutelar informou ainda que havia sangramento em um dos ouvidos do bebê. Em avaliação inicial, a hipótese é de que o ferimento não tenha relação com agressão física, mas com a falta de higiene e de cuidados básicos. O caso é tratado como negligência.

“É uma situação de falta de cuidado. A criança não recebe alimentação adequada, não tem higiene, não é acompanhada como deveria”, relatou o Conselho, acrescentando que não se trata de um episódio isolado e que já houve situações semelhantes envolvendo o mesmo bebê.

Assim que soube do caso, o capitão da aldeia acionou a Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena), que encaminhou a criança ao Hospital Regional de Amambai. Depois dos primeiros atendimentos, o bebê foi levado para a unidade da Sesai, onde permanece internado para observação e cuidados médicos. Uma tia é responsável por acompanhar a internação.

O pai do bebê está preso, o que, segundo os órgãos de proteção, aumenta a vulnerabilidade da família. A ocorrência foi registrada como maus-tratos qualificados, por se tratar de crime praticado contra menor de 14 anos, e encaminhada à Delegacia de Polícia Civil de Amambai, que deverá apurar as responsabilidades.

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