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06 de janeiro de 2026 - 11h37
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SISTEMA PENITENCIÁRIO

Assistência no sistema prisional de MS supera 120 mil atendimentos de saúde em 2025

Relatório da Agepen mostra avanço em saúde, trabalho e educação como pilares da ressocialização

5 janeiro 2026 - 07h30Maria Edite Vendas
Sistema prisional de Mato Grosso do Sul investe em saúde, trabalho e educação para fortalecer a ressocialização dos internos.
Sistema prisional de Mato Grosso do Sul investe em saúde, trabalho e educação para fortalecer a ressocialização dos internos. - (Foto: Comunicação Agepen)

Mais do que números, os dados da assistência prestada pela Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) em Mato Grosso do Sul apontam para uma política contínua de humanização e reinserção social das pessoas privadas de liberdade. Levantamento elaborado pela Diretoria de Assistência Penitenciária (DAP) revela que os investimentos em saúde, educação, trabalho e promoção social têm gerado impactos diretos tanto na segurança pública quanto nas oportunidades oferecidas dentro do sistema prisional.

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Entre janeiro e setembro de 2025, a assistência à saúde nas unidades penais do Estado contabilizou mais de 122,5 mil atendimentos médicos e odontológicos. Os serviços abrangeram diferentes especialidades e a realização de exames, reforçando o cuidado integral com a população carcerária e contribuindo para a prevenção de doenças, acompanhamento contínuo e melhoria das condições de saúde no ambiente prisional.

Outro eixo com resultados expressivos é o do trabalho prisional. Atualmente, 35,94% da população carcerária participa de atividades laborais, o que corresponde a mais de 6,5 mil internos atuando dentro e fora das unidades. Do total de trabalhadores, mais de 67% recebem remuneração, fator que fortalece a autonomia financeira, preserva a dignidade e possibilita apoio às famílias.

O programa de trabalho conta com 253 parcerias firmadas com empresas e instituições, ampliando o número de vagas e aproximando o sistema penitenciário da sociedade, ao mesmo tempo em que prepara os internos para o mercado de trabalho após o cumprimento da pena.

A assistência educacional também aparece como um dos pilares da política penitenciária no Estado. No período analisado, 3.751 reeducandos estavam matriculados em cursos que vão da alfabetização ao ensino superior e pós-graduação. Além disso, 9.078 internos participaram de cursos de capacitação, qualificação profissional e palestras.

Outro destaque é a Remição pela Leitura, que beneficiou 7.358 pessoas privadas de liberdade, combinando incentivo à educação, reflexão crítica e redução de pena. As ações educacionais se somam a 1.163 participações em atividades culturais e esportivas, que contribuem para disciplina, convivência social e fortalecimento de vínculos.

Na área de promoção social, a Agepen registrou aproximadamente 30 mil atendimentos em audiências psicossociais, além de 6 mil atendimentos voltados à inclusão social. O trabalho inclui emissão de documentação civil, acompanhamentos individuais e em grupo, ações de enfrentamento à drogadição e atenção específica a públicos considerados mais vulneráveis, como idosos, população LGBTQIA+ e mulheres privadas de liberdade.

Para a diretora de Assistência Penitenciária da Agepen, Maria de Lourdes Delgado Alves, os números evidenciam uma política pública que vai além da custódia. “Cada atendimento, cada vaga de trabalho e cada oportunidade educacional representam um passo concreto no processo de ressocialização”, afirma.

Segundo ela, o foco na assistência estruturada e humanizada contribui para um sistema mais eficiente e seguro. “Ao investir em saúde, educação e trabalho, buscamos um sistema penitenciário alinhado aos princípios da dignidade humana e com melhores resultados para a sociedade”, conclui.

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