
Três adolescentes foram apreendidos na noite de quinta-feira, 12, suspeitos de matar um cão em um caso de maus-tratos que causou revolta em Itajaí, no litoral de Santa Catarina. Segundo a Guarda Municipal, o animal foi arremessado em um rio e, em seguida, lançado do alto de um prédio abandonado. Ele não resistiu aos ferimentos.
A ocorrência foi registrada na Rua Domingos Braz Sedez, no bairro Cordeiros. A equipe da Guarda Ambiental foi acionada após denúncias de moradores que presenciaram a ação.
De acordo com relatos de testemunhas, quatro adolescentes participaram do ataque. Primeiro, o grupo teria jogado o cão no rio. Depois, os jovens teriam levado o animal até um prédio desativado nas proximidades, de onde o lançaram do alto da edificação.
Após buscas na região, três adolescentes foram localizados e encaminhados à delegacia. Os nomes não foram divulgados por se tratarem de menores de idade. O Estadão não localizou a defesa dos suspeitos até a última atualização do caso.
Crime reacende debate - O episódio ocorre em meio a uma sequência de casos recentes de violência contra cães registrados nos Estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. As ocorrências têm provocado manifestações e mobilização nas redes sociais.
Entre os casos que ganharam repercussão está o do cão comunitário Orelha, de 10 anos, também em Santa Catarina. O animal foi encontrado agonizando após agressões e precisou ser submetido à eutanásia devido à gravidade das lesões.
Inicialmente, havia a suspeita de que Orelha teria sido atacado por um grupo. No entanto, as investigações apontaram que o crime foi cometido por um único adolescente. Após o ocorrido, o jovem chegou a viajar para os Estados Unidos em uma excursão escolar, mas retornou antecipadamente ao Brasil a pedido dos investigadores.
A morte de Orelha gerou manifestações em diversas capitais do País, com atos pedindo justiça e responsabilização pelo crime.
Outro caso citado nas investigações envolve o cachorro comunitário Caramelo, que, segundo apuração, foi agredido na mesma praia e no mesmo mês que Orelha. Diferentemente do primeiro, o animal sobreviveu e foi posteriormente adotado pelo delegado-geral Ulisses Gabriel.
A sequência de episódios reforça o alerta para a necessidade de denúncia e punição em casos de maus-tratos, crime previsto na legislação brasileira, que pode resultar em medidas socioeducativas quando envolve adolescentes.

