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11 de janeiro de 2026 - 01h09
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Maior iceberg do mundo se desintegra e pode colapsar nas próximas semanas

Imagens da Nasa mostram derretimento acelerado do A-23A, gigante de gelo que já teve o dobro do tamanho de São Paulo e hoje encolheu ao porte do Rio

10 janeiro 2026 - 08h15Redação
Imagem de satélite mostra o A-23A, maior iceberg do mundo, com fissuras e poças de água na superfície, em processo avançado de desintegração no Atlântico Sul.
Imagem de satélite mostra o A-23A, maior iceberg do mundo, com fissuras e poças de água na superfície, em processo avançado de desintegração no Atlântico Sul. - (Foto: Nasa)

Depois de quase 40 anos à deriva no Atlântico Sul, o maior iceberg do planeta, o A-23A, está literalmente chegando ao fim. Novas imagens divulgadas pela Nasa mostram o bloco de gelo tomado por rachaduras profundas, grandes poças de água derretida e sinais claros de desintegração, em uma área do oceano entre o leste da América do Sul e a ilha da Geórgia do Sul.

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Quando se desprendeu da Antártida, em 1986, o A-23A tinha cerca de 4 mil km² – mais que o dobro da área da cidade de São Paulo. Hoje, restam 1.181 km², um tamanho próximo ao do município do Rio de Janeiro, resultado de um processo contínuo de perda de massa. As imagens de satélite e registros feitos da Estação Espacial Internacional revelam superfícies azuladas de água acumulada sobre o gelo e uma grande fissura, indicando que o iceberg está frágil e perto de se romper de vez.

De acordo com pesquisadores citados pela Nasa, a água que se acumula nas rachaduras aumenta a pressão e força a abertura dessas fissuras, acelerando o colapso. Uma borda branca ao redor do bloco, em formato de “fosso”, mostra que as laterais também estão se curvando com o derretimento na linha d’água. Em alguns pontos, o peso da água acumulada no topo pode ter provocado rupturas súbitas, como uma “explosão” que empurra o líquido de volta ao mar.

Os cientistas avaliam que o fim do A-23A é questão de pouco tempo – possivelmente dias ou semanas. O iceberg está em águas com cerca de 3 °C e segue sendo arrastado por correntes para regiões ainda mais quentes, o que acelera a erosão. A trajetória também é considerada incomum: depois de décadas encalhado no Mar de Weddell, ele só começou a se mover em 2020, quase encostou na ilha da Geórgia do Sul, voltou a ficar preso em águas rasas e, só a partir de 2025, passou a se fragmentar mais rapidamente em mar aberto.

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