
Resistentes ao calor e associados à baixa manutenção, os cactos também podem morrer quando não recebem os cuidados adequados. A orientação é do produtor Sérgio David, proprietário da Cactos Brasil, que detalha os erros mais comuns no cultivo das xerófitas e explica como evitar problemas.
Segundo David, o excesso de água é a principal causa de perda do cacto, já que a umidade em excesso favorece o apodrecimento das raízes. “A regra para os cactos, em geral, é duas a três vezes por semana”, afirma. No inverno, período em que a planta entra em dormência e reduz a absorção, a frequência deve cair para uma vez por semana ou até a cada quinze dias. Ele resume a orientação de forma direta: “É melhor regar de menos do que de mais.”
O local de cultivo também interfere no desenvolvimento, pois manter o cacto predominantemente na sombra compromete sua saúde, uma vez que a luz solar é essencial para o crescimento adequado. A indicação é posicioná-lo em ambientes com maior incidência de sol, permitindo contato direto com a claridade.
O plantio pode ser feito tanto no jardim quanto em vasos, desde que alguns cuidados sejam observados. Recipientes de cerâmica ou barro são mais indicados, pois facilitam a respiração da planta, enquanto o substrato pode conter areia para melhorar a drenagem. O vaso deve ter furos no fundo, evitando o acúmulo de água e o excesso de umidade.
Entre os sinais de alerta está a perda de firmeza, já que um cacto mole pode indicar apodrecimento. Manchas marrons também exigem atenção, podendo ser causadas por ácaros, como explica David. Nesses casos, a recomendação é aplicar produto à base de cobre para conter o problema, lembrando que a parte afetada pode permanecer escura, mas o tratamento impede que a doença avance.
A receita do sucesso para o crescimento bonito dos seus cactos é a adubação com NPK 10.10.10 uma vez ao mês, e interromper o processo no inverno. David ainda traz outra sugestão: para estimular o florescimento, é possível intercalar a ação com NPK 4.14.8.

