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27 de janeiro de 2026 - 18h39
SUSTENTABILIDADE

TJMS economiza R$ 4,7 milhões com uso de energia solar em 2025

Sistemas fotovoltaicos geraram quase toda a energia consumida pelo Judiciário e evitaram a emissão de 880 toneladas de CO em Mato Grosso do Sul

27 janeiro 2026 - 17h15TJMS - Notícias
Sistemas fotovoltaicos instalados pelo TJMS garantiram economia milionária e redução de emissões de CO em Mato Grosso do Sul.
Sistemas fotovoltaicos instalados pelo TJMS garantiram economia milionária e redução de emissões de CO em Mato Grosso do Sul. - (Foto: Reprodução/TJMS - Notícias)

O investimento do Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul em energia limpa resultou em uma economia superior a R$ 4,7 milhões na conta de luz ao longo de 2025. O resultado foi alcançado com a operação de 54 sistemas fotovoltaicos instalados em unidades judiciais e administrativas em todo o Estado.

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No período, o Tribunal de Justiça de MS (TJMS) produziu cerca de 9,5 milhões de kWh de energia solar, volume suficiente para suprir quase todo o consumo efetivo do Judiciário estadual, que foi de 10,52 milhões de kWh no ano.

O projeto teve início em 2022, com a abertura do processo licitatório, e foi executado em duas etapas. A primeira incluiu a instalação de 50 sistemas em fóruns do interior e na Secretaria de Bens e Serviços, com geração média mensal estimada em 456 mil kWh.

A segunda fase foi concluída em setembro de 2024 e envolveu a implantação de uma usina fotovoltaica em área próxima à Gameleira, em Campo Grande, com cerca de 6 mil painéis, além de outros 1.449 módulos instalados no telhado do Tribunal de Justiça e em estruturas do tipo carport nos estacionamentos. Nessa etapa, a geração média mensal prevista é de 508 mil kWh.

Somados, todos os sistemas do PJMS têm capacidade projetada de gerar cerca de 964 mil kWh por mês, o equivalente a 11,5 milhões de kWh por ano. Desde o início da operação, em 2023, a produção acumulada já chega a 19,5 milhões de kWh, conforme dados da Secretaria de Obras do TJMS, responsável pelo projeto.

Além da economia financeira, a iniciativa trouxe impactos ambientais relevantes. Desde 2023, o uso da energia solar evitou a emissão de aproximadamente 880.352 quilos de gás carbônico. O cálculo considera dados do Sistema de Registro Nacional de Emissões (SIRENE), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Nem todas as unidades do Judiciário estadual foram incluídas no projeto. Algumas ficaram de fora por fatores como imóveis alugados ou cedidos, previsão de desocupação ou falta de espaço físico para instalação dos painéis solares.

Para atender a demanda total do Judiciário, a energia excedente gerada pelas usinas é distribuída de forma estratégica entre as unidades conectadas, levando em conta o consumo de cada uma e critérios de viabilidade econômica, como o uso em horários de pico.

Segundo a administração do TJMS, o investimento em energia renovável alia economia, eficiência e compromisso ambiental, além de atender às diretrizes de sustentabilidade estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

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