Grupo Feitosa de Comunicação
(67) 99974-5440
(67) 3317-7890
29 de janeiro de 2026 - 18h27
SENAR
JUSTIÇA

STJ mantém restrições a advogado suspeito de atuar para facções na Paraíba

Ennio Lima está proibido de exercer a advocacia e frequentar presídios desde 2024

29 janeiro 2026 - 17h15Felipe de Paula
STJ manteve medidas cautelares contra advogado investigado por atuação em favor de facções criminosas
STJ manteve medidas cautelares contra advogado investigado por atuação em favor de facções criminosas - Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve, nesta quinta-feira, 29, as medidas cautelares impostas ao advogado Ennio Alves de Sousa Andrade Lima, suspeito de cometer ao menos 95 crimes, entre eles falsidade ideológica e corrupção ativa. Desde junho de 2024, ele está proibido de exercer a advocacia e de frequentar estabelecimentos prisionais.

Canal WhatsApp

As restrições foram adotadas após investigações apontarem que o advogado integraria uma organização criminosa e utilizaria o acesso às unidades prisionais para beneficiar líderes de facções presos na penitenciária de Cajazeiras, no interior da Paraíba, a cerca de 475 quilômetros de João Pessoa.

Segundo o Ministério Público, Ennio se valeria da condição de advogado para apresentar documentos falsos — como laudos médicos, certidões carcerárias e declarações de trabalho ou estudo — com o objetivo de obter vantagens penais, incluindo prisão domiciliar e remição de pena. Em troca, ele receberia valores elevados, que seriam mascarados como honorários advocatícios.

Defesa contesta duração das medidas - No habeas corpus apresentado ao STJ, a defesa sustenta que os fundamentos que motivaram a imposição das cautelares não se mantêm e que não há risco atual à instrução criminal ou à aplicação da lei penal. Para os advogados, a duração prolongada das restrições configura antecipação de pena e viola o princípio da presunção de inocência.

A defesa também argumenta que a proibição do exercício profissional tem causado prejuízos desproporcionais ao réu e defende que o monitoramento eletrônico poderia ser substituído por medidas menos gravosas.

Apesar dos argumentos, o STJ decidiu manter as cautelares em vigor. O mérito do habeas corpus ainda será analisado pela Sexta Turma da Corte, sob relatoria do ministro Antonio Saldanha Palheiro.

O Estadão informou que busca contato com a defesa de Ennio Alves de Sousa Andrade Lima. O espaço segue aberto para manifestação.

Assine a Newsletter
Banner Whatsapp Desktop