
Após anos de espera, ex-trabalhadores da empresa Cifra Vigilância, Segurança e Transporte de Valores Ltda. começaram a receber suas verbas rescisórias. A decisão judicial, que beneficiou 212 trabalhadores, determinou que os valores devidos fossem depositados diretamente nas contas vinculadas ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de cada beneficiário. O montante total chegou a R$ 1,6 milhão.
Atualmente, 159 ex-funcionários já receberam os valores, e outros 53 ainda não foram localizados. A busca ativa desses trabalhadores, que aguardam o pagamento de direitos trabalhistas de até 20 anos, tem sido intensificada por meio de divulgação nas redes sociais e na imprensa local. Para os trabalhadores localizados, os valores podem ser retirados diretamente na Caixa Econômica Federal mediante a apresentação da decisão judicial.
Esse processo teve grande repercussão, especialmente pela complexidade de localizar os ex-trabalhadores após tanto tempo. O apoio da imprensa e o empenho do herdeiro da empresa, Breno Moura, foram essenciais para a finalização dessa etapa. Breno, que também é advogado, tem se dedicado a resolver as pendências de sua família e garantir que os direitos dos trabalhadores sejam cumpridos.
A Cifra Vigilância, que atuou em Campo Grande e Dourados de 1965 a 2021, enfrentou diversas dificuldades em cumprir com suas obrigações trabalhistas. A situação piorou após a morte de seu fundador, Francisco Moura, em 2016, quando a empresa passou por um processo de demissões em massa. Breno Moura, como responsável legal, tem se dedicado a resolver os débitos trabalhistas, cumprindo com sua meta de reparar os direitos dos antigos empregados.
O procurador do Trabalho, Paulo Douglas Almeida de Moraes, ressaltou que a colaboração entre o MPT, o TRT-24 e todos os envolvidos foi fundamental para que o processo se concretizasse. “Este resultado só foi possível graças ao trabalho conjunto e à colaboração de todos. Não podemos deixar ninguém para trás”, afirmou Moraes.
A empresa, que respondeu judicialmente por não ter cumprido com diversas obrigações trabalhistas, agora começa a corrigir essa falha, depois de décadas de pendências. O trabalho do MPT-MS e do Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso do Sul (TRT-24) foi decisivo para que os ex-trabalhadores, finalmente, tivessem acesso ao que lhes era devido.
O caso, que já envolve acordos realizados em audiências coletivas desde 2022, também serve de exemplo para que outros trabalhadores não percam seus direitos. Para quem se enquadra como beneficiário ou herdeiro, é recomendada a busca na Caixa Econômica Federal com a decisão judicial que contém a lista nominal dos contemplados.

