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INVESTIGAÇÃO

BRB entrega auditoria à PF e ao BC após achar indícios relevantes em operação com o banco Master

Relatório preliminar aponta achados importantes e novo inquérito apura suspeita de gestão fraudulenta

3 fevereiro 2026 - 13h55Cícero Cotrim
BRB entregou relatório de auditoria forense à Polícia Federal e ao Banco Central
BRB entregou relatório de auditoria forense à Polícia Federal e ao Banco Central - Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O Banco de Brasília (BRB) informou nesta terça-feira (3) que encaminhou à Polícia Federal e ao Banco Central um relatório preliminar de auditoria forense que aponta “achados relevantes” relacionados a operações financeiras investigadas no âmbito da Operação Compliance Zero. O documento foi elaborado pelo escritório de advocacia Machado & Meyer, com suporte técnico da consultoria internacional de riscos Kroll.

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Segundo a nota divulgada pelo banco público do Distrito Federal, os resultados fazem parte da primeira etapa da auditoria independente contratada pela instituição. O relatório foi entregue à Polícia Federal na última quinta-feira (29) e repassado ao Banco Central na segunda-feira (2).

“O BRB informa que encontrou achados relevantes que constam da primeira etapa do relatório preliminar entregue pela auditoria forense contratada pelo banco”, diz o comunicado oficial.

No mesmo dia, o portal g1 informou que a Polícia Federal abriu um novo inquérito para apurar suspeitas de gestão fraudulenta no BRB. A investigação amplia o cerco sobre operações realizadas pelo banco nos últimos anos, especialmente aquelas envolvendo o banco Master.

O caso tem como pano de fundo a compra, pelo BRB, de cerca de R$ 12,2 bilhões em créditos considerados falsos do banco Master no ano passado. A operação passou a ser investigada pela Polícia Federal na Compliance Zero, que apura possíveis irregularidades envolvendo instituições financeiras e agentes responsáveis pelas transações.

Ainda em 2025, o BRB chegou a se oferecer para adquirir o banco Master, movimento que também entrou no radar das autoridades. Posteriormente, a instituição conseguiu trocar parte dos créditos inexistentes por ativos do próprio Master, como cotas em fundos de investimento. Mesmo assim, há o risco de prejuízos relevantes caso esses ativos não tenham valor suficiente para compensar as perdas.

Em depoimento prestado à Polícia Federal no dia 30 de dezembro de 2025, o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton Aquino, afirmou que as perdas do BRB com o caso podem chegar a R$ 5 bilhões. A declaração reforçou a gravidade das suspeitas e o impacto potencial da operação nas contas do banco público.

Na nota divulgada nesta terça-feira, o BRB informou que vem adotando uma série de providências a partir do que foi identificado pela auditoria independente. Segundo o banco, estão em curso “medidas institucionais, administrativas, extrajudiciais e judiciais” relacionadas a fundos de investimento, garantias e carteiras de crédito adquiridas.

Essas ações, de acordo com o comunicado, tramitam sob sigilo e têm como objetivo buscar o ressarcimento de eventuais prejuízos causados por “agentes relacionados à operação Compliance Zero”. O banco também afirmou que novas medidas serão adotadas nos próximos dias para proteger seus interesses.

“Serão adotadas novas medidas, com a maior brevidade possível, para garantir os interesses do banco”, informou a instituição.

Ao final da nota, o BRB tentou transmitir uma mensagem de estabilidade. O banco ressaltou que permanece sólido e reafirmou seu compromisso com a preservação do patrimônio, a segurança de seus clientes e o desenvolvimento econômico e social de Brasília e da região.

O avanço das investigações e o conteúdo completo da auditoria forense devem ser determinantes para os próximos desdobramentos do caso, tanto na esfera policial quanto regulatória.

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