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Violência contra a mulher pode ocorrer de várias formas, alerta advogada

9 janeiro 2014 - 07h42
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Com casos alarmantes e em maior número em Mato Grosso do Sul, a violência contra a mulher não se limita a agressões físicas e pode ocorrer sob outras formas. Violência sexual, psicológica e inclusive patrimonial exemplificam situações a que são expostas as mulheres. “É uma questão cultural, decorrente da sociedade patriarcal e machista em que vivemos”, explica a conselheira e membro da Comissão da Mulher Advogada da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul, Luciana Branco.

Além das agressões físicas, que em alguns casos chegam a óbito, Luciana explica que a violência psicológica e a patrimonial acontecem com frequência, mas que muitas mulheres não têm conhecimento de estão sendo violentadas. “A violência psicológica pode ocorrer até mesmo em um comentário maldoso sobre o sobrepeso da companheira”, esclarece. Já a violência patrimonial acontece quando o homem impede a mulher de trabalhar, de ter acesso à dinheiro ou até mesmo se desfaz dos bens da família, para não dividi-los em caso de separação.

De acordo com a advogada, os casos de violência ocorrem em decorrência da sociedade atual, que ainda tem características machistas e patriarcais. “As mulheres eram legalmente submetidas aos pais e maridos. Somente em 1988, com a Constituição, que elas tiveram o direito ao tratamento igualitário assegurado”, explica a advogada. No entanto, prevalece ainda a questão cultural, relegando o tratamento igualitário à legislação.

Para Luciana, a solução é a denúncia. Conforme ela, há uma necessidade urgente que as mulheres informem-se melhor sobre seus direitos e denunciem os agressores pelos canais disponíveis ao atendimento dos casos de violência. A Central de Atendimento à Mulher, do Governo Federal, recebe denúncias por meio do telefone 180. Já em Mato Grosso do Sul, há o disque denúncia 0800 67 1236, da Defensoria Pública da Mulher, e a Delegacia de Atendimento à Mulher, no 3384 1149.

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