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Homenagem

Veja mulheres de destaque em Dourados nesta data especial

8 março 2014 - 12h22
Elas no comando: do avião ao táxi
Elas no comando: do avião ao táxi - Ademir Almeida
Cassems
O título de “sexo frágil” esta fora de moda e profissões que antes eram dominadas pelos homens tiveram que se acostumar com a presença delas. Nada melhor do que achar alguns exemplos destes no Dia Internacional da Mulher, comemorado neste sábado.
 
As duas personagens do site Dourados News neste dia são a instrutora de voo Gabriela Laghi de Lima, de 26 anos, e a taxista Mari Rios, de 43. Gerações diferentes, vivências distintas, mas em comum o desejo de vencer os preconceitos e se realizar profissionalmente em um universo que era só deles.
 
Para começar vamos contar a história do grande sonho de Gabriela, que é comandar uma aeronave maior e fazer voos internacionais, para alcançar isto deixou a profissão de dentista e há três anos vem se dedicando para adquirir a experiência necessária.
 
“Meu avô voava e meu pai voa, então meu pai começou com meu avô, e por ele voar também eu sempre estava junto, tinha a vontade de aprender. Quando era pequena voava de ultraleve com ele, nesses aviões menores”, disse.
 
A instrutora de voo nasceu em Amambai, aos 13 anos foi para Curitiba, se formou em odontologia e acabou mudando de profissão em 2010, quando entrou para a aviação. Veio para Dourados para poder voar mais, pelas melhores condições meteorológicas.
 
Contudo lembra que antes de começar o curso de Odontologia, pensou em fazer Ciências Aeronáuticas, mas quando viu que só tinha homens no curso desistiu. “Eu me arrependi, porque se eu tivesse começado naquela época eu estaria bem mais avançada hoje. Quem tem vontade e sonha, vale a pena! É difícil, é um caminho longo, tem que ter paciência, tem que ter dedicação, às vezes você tem que abdicar da sua vida social para focar só nisso. Para quem gosta, vale a pena! Eu acredito que tem que encarar, por mais que tenha dificuldades, talvez certo preconceito em relação às mulheres, mas tem que encarar!”, recomenda.
 
Gabriela dá voos de instrução em aeronaves pequenas no aeroclube de Dourados e já passou por situações em que pessoas ficaram receosas em entrar em um avião que fosse pilotado por uma mulher. Ela conta que uma vez foi a mãe de um aluno e outra foi um homem que iria fazer uma passeio com a família. “A mãe do aluno eu conversei com ela, daí ela sentiu mais segurança, já o homem queria esperar outro instrutor, mas depois acabou desistindo e eu pilotei."
 
Em Dourados só existe mais uma piloto, além dela, porém Gabriela pretende abandonar a profissão só quando cansar de viajar, “faço o que gosto e sei que enquanto eu estiver voando vou estar satisfeita”.
 
A piloto não se esquece do primeiro voo sozinha, “foi aquela sensação de liberdade, com nervoso, adrenalina, é tudo junto, e uma emoção também, é uma felicidade quando você vê que conseguiu pousar, dá vontade de ir de novo [risos]”.
 
Todavia dirigir um carro também tem seus perigos, assim como pilotar um avião, mas isto não intimida Mari Rios, que há um ano mudou-se para Dourados com o marido e se tornaram taxistas.
 
Foi cabeleireira por 12 anos, depois trabalhou por quatro anos dirigindo a carreta bi-trem com o esposo. Cansaram da estrada e resolveram trabalhar no mesmo ramo, “escolhemos o táxi, porque gostamos de volante. Eu adoro esta profissão. Quando eu entrei aqui eu fui criticada pelos homens, lógico, tem os machistas. Eu não entrei só para aparecer, não! Eu entrei para ficar, e eu vou ficar!”.
 
Perigos e preconceitos existem, segundo Mari, mas ela toma cuidado com corridas a noite e quantos aos preconceitos deixa para lá, “fui rejeitada uma vez por um passageiro homem, ele disse ‘mulher no volante para mim não tem segurança’. Tudo bem... existem muitos passageiros por aí que confiam, além disso levo também muitas crianças e adolescentes para a escola, as mães confiam em mim”, lembrou.
 
Ela não abusa da velocidade, mesmo com os passageiros apressadinhos, e preza pela segurança, afinal um acidente só iria atrapalhar o exercício de sua profissão.
 
“Dirigir é tudo de bom! Eu me realizo! Acho que todo mundo pode, não é porque a gente é mulher, diz que é sexo frágil, não! Eu acho que desde que você tenha determinação e coragem para encarar, todo mundo pode! Eu escuto mulher dizer que tem medo de volante, não tem por quê!? Qualquer mulher pode, desde que tenha determinação e responsabilidade que é o que precisa na direção. Medo por quê?”, finaliza a motorista de táxi.
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