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02 de fevereiro de 2026 - 19h50
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MISSÃO ARTEMIS

Vazamento interrompe teste final da Nasa com novo foguete lunar no Kennedy Space Center

Detecção de hidrogênio adia ensaio decisivo que define data da primeira missão tripulada ao redor da Lua em mais de 50 anos

2 fevereiro 2026 - 18h30Associated Press
Foguete posicionado na plataforma 39B do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, enquanto equipes da Nasa realizam um ensaio geral para treinar cronogramas e procedimentos da missão Artemis II.
Foguete posicionado na plataforma 39B do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, enquanto equipes da Nasa realizam um ensaio geral para treinar cronogramas e procedimentos da missão Artemis II. - (Foto: NASA/Brandon Hancock)

A Nasa identificou um vazamento durante o abastecimento de seu novo foguete lunar nesta segunda-feira (2), no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, interrompendo um teste final considerado decisivo para definir quando astronautas poderão decolar rumo a uma viagem ao redor da Lua. A operação faz parte do ensaio geral da missão Artemis, que simula todas as etapas finais de uma contagem regressiva real.

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A equipe de lançamento iniciou o carregamento do foguete Space Launch System (SLS), de 98 metros de altura, ao meio-dia, utilizando hidrogênio e oxigênio superfrios. Ao todo, mais de 2,6 milhões de litros deveriam ser transferidos para os tanques e mantidos por várias horas, reproduzindo as condições de um lançamento oficial.

Poucas horas após o início do processo, sensores detectaram excesso de hidrogênio na parte inferior do foguete. Diante do alerta, o carregamento de hidrogênio foi temporariamente suspenso, com apenas cerca de metade do estágio central abastecido. A operação estava prevista para se estender ao longo de todo o dia.

A equipe técnica passou a trabalhar imediatamente para identificar e corrigir o problema, utilizando procedimentos já adotados no único lançamento anterior do SLS, realizado há três anos. Na ocasião, o voo de teste também enfrentou vazamentos de hidrogênio, o que atrasou a decolagem por meses, até que o foguete finalmente fosse lançado.

Enquanto o teste ocorria na Flórida, a tripulação da missão acompanhava o ensaio a cerca de 1.600 quilômetros de distância, em Houston, no Texas, onde fica o Centro Espacial Johnson. O grupo é formado por três astronautas americanos e um canadense, que estão em quarentena há aproximadamente uma semana e meia, aguardando a definição do cronograma final.

O ensaio geral é considerado fundamental para confirmar se todos os sistemas estão prontos para o voo. A partir do resultado dessa simulação, a Nasa decidirá se mantém ou não a data de lançamento da primeira missão lunar tripulada em mais de meio século.

Com dois dias de atraso provocados por uma forte onda de frio, a agência programou os relógios de contagem regressiva para serem interrompidos cerca de 30 segundos antes do zero, pouco antes da ignição dos motores. A contagem começou na noite de sábado, permitindo que os controladores revisassem todos os procedimentos e lidassem com eventuais falhas remanescentes. Em 2022, vazamentos de hidrogênio mantiveram o primeiro SLS parado na plataforma por vários meses.

Caso a demonstração de abastecimento seja concluída com sucesso a tempo, a Nasa poderá lançar o comandante Reid Wiseman e sua tripulação já no próximo domingo. O foguete precisa decolar até o dia 11 de fevereiro; caso contrário, a missão será adiada para março. A janela de lançamento é limitada a poucos dias por mês, e as temperaturas extremamente baixas já reduziram o período disponível em fevereiro.

A missão terá duração aproximada de dez dias e levará os astronautas para além da Lua, passando pelo lado oculto do satélite natural, antes do retorno à Terra. O objetivo é testar os sistemas de suporte de vida da cápsula e outros equipamentos essenciais. Não está prevista entrada em órbita lunar nem tentativa de pouso.

A última vez que a Nasa enviou astronautas à Lua foi durante o programa Apollo, entre as décadas de 1960 e 1970. O programa Artemis busca estabelecer uma presença mais duradoura no entorno lunar, e a missão comandada por Wiseman é considerada um passo preparatório para futuras aterrissagens tripuladas.

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