
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Líder Supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, deveria estar “muito preocupado” no atual cenário internacional. A declaração, feita em entrevista à NBC News, é interpretada como uma nova ameaça direta a Teerã e ocorre em meio às negociações em curso entre os dois países sobre o programa nuclear iraniano.
“O Irã está um caos por nossa causa. Nós eliminamos o programa nuclear deles e, se não o tivéssemos feito, não haveria paz no Oriente Médio”, disse Trump. Apesar do tom duro, o presidente norte-americano afirmou que as negociações entre Washington e Teerã continuam.
Trump se referiu aos ataques realizados pelos Estados Unidos, em dezembro, contra instalações nucleares iranianas. Desde então, os dois países mantêm conversas diplomáticas sobre o futuro do programa nuclear do Irã, em um ambiente marcado por desconfiança e sucessivos impasses.
Uma nova rodada de negociações estava prevista para a próxima sexta-feira, mas o encontro passou a ser tratado como incerto. Nesta quarta-feira (4), o site Axios informou que autoridades americanas não aceitaram exigências do Irã para mudar o local e o formato das conversas.
Segundo fontes ouvidas pelo portal, a recusa dos Estados Unidos em alterar os termos previamente acordados pode levar ao cancelamento da reunião, aumentando a tensão diplomática entre os dois países.
As declarações de Trump reforçam a estratégia de pressão adotada por Washington em relação a Teerã, que combina ações militares, sanções econômicas e negociações condicionadas a limites rigorosos ao programa nuclear iraniano.
O Irã, por sua vez, nega intenções de desenvolver armas nucleares e afirma que seu programa tem fins pacíficos. Ainda assim, o tema segue como um dos principais focos de instabilidade no Oriente Médio, com impacto direto nas relações internacionais e na segurança regional.
Com a possibilidade de adiamento ou cancelamento da próxima rodada de negociações, o cenário permanece indefinido, enquanto declarações públicas elevam o tom e reduzem o espaço para avanços diplomáticos no curto prazo.

