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INTERNACIONAL

Trump volta a defender controle dos EUA sobre a Groenlândia e evita falar em uso da força

Em entrevista, presidente diz que posse da ilha é "psicologicamente importante" e cita relações com Europa e Venezuela

9 janeiro 2026 - 09h10Redação
Donald Trump afirmou que considera psicologicamente importante que os Estados Unidos controlem a Groenlândia
Donald Trump afirmou que considera "psicologicamente importante" que os Estados Unidos controlem a Groenlândia - (Foto: Imagem ilustrativa/A Crítica)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a manifestar o desejo de que o país assuma o controle da Groenlândia, território autônomo ligado à Dinamarca. Em entrevista ao The New York Times, divulgada nesta sexta-feira (9) no podcast The Daily, Trump afirmou que a posse da ilha é “psicologicamente importante” e vai além de acordos formais entre governos.

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Segundo o presidente, os Estados Unidos já mantiveram presença militar na Groenlândia e devem tratar o tema “da maneira correta”. Para Trump, controlar o território representa ganhos estratégicos que não seriam alcançados apenas com a assinatura de documentos diplomáticos.

Questionado sobre a possibilidade de uso da força militar para atingir esse objetivo, Trump evitou comentar diretamente. Disse, no entanto, acreditar que não será necessário recorrer a esse tipo de ação para avançar na questão.

Durante a entrevista, o presidente também afirmou que sempre manterá uma boa relação com a Europa, mesmo em meio às incertezas que cercam o relacionamento entre Washington e Bruxelas diante das declarações sobre a Groenlândia. A região é considerada estratégica por concentrar matérias-primas de interesse global.

Ao abordar a situação da Venezuela, Trump destacou que os Estados Unidos estão se dando “muito bem” com o novo governo do país e com a presidente interina, Delcy Rodríguez. Segundo ele, Caracas tem atendido às demandas feitas por Washington.

Trump ainda reforçou o discurso de que não busca conflitos armados. Disse que, desde que assumiu a presidência, há quase um ano, foi responsável pelo fim de oito conflitos geopolíticos. Apesar disso, afirmou que não recebeu reconhecimento internacional por esses resultados, citando o Prêmio Nobel da Paz.

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