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Trump diz que Conselho de Paz pode substituir a ONU e cita papel de Lula

Presidente dos EUA afirma que entidade criada para Gaza terá influência global

20 janeiro 2026 - 17h40Redação O Estado de S. Paulo
Trump afirmou que o Conselho de Paz criado por seu governo pode substituir a ONU no futuro
Trump afirmou que o Conselho de Paz criado por seu governo pode substituir a ONU no futuro - (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (20) que o Conselho de Paz criado por seu governo para tratar inicialmente da situação na Faixa de Gaza pode, no futuro, substituir as Nações Unidas. A declaração foi feita durante entrevista coletiva em que Trump fez um balanço de seu primeiro ano de mandato.

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Segundo o presidente norte-americano, o novo conselho teria um papel mais direto na mediação de conflitos internacionais e contaria com lideranças globais influentes. Entre elas, Trump citou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi convidado a integrar a entidade.

“Eu gosto dele”, disse Trump ao comentar a possível participação de Lula, acrescentando que o brasileiro poderá ter um “grande papel” dentro do Conselho de Paz.

Trump também afirmou que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, pode exercer forte influência no grupo, reforçando a ideia de que o conselho reuniria líderes centrais nas decisões sobre conflitos internacionais.

O governo brasileiro confirmou que recebeu o convite formal para integrar o Conselho de Paz. No entanto, interlocutores do Palácio do Planalto afirmam que Lula pretende avaliar com cautela as condições geopolíticas e o papel efetivo da entidade antes de tomar qualquer decisão sobre a adesão.

O Conselho de Paz foi anunciado por Trump na última sexta-feira e, de acordo com o convite enviado aos países, contará com um grupo de membros permanentes. Para ter acesso a um assento fixo, será necessário o pagamento de uma taxa de US$ 1 bilhão, conforme informado pelo governo norte-americano.

A proposta tem gerado questionamentos no cenário internacional, tanto pelo custo de participação quanto pela possibilidade de sobreposição às atribuições da Organização das Nações Unidas. Ainda assim, Trump tem defendido o conselho como um novo modelo de articulação global para resolução de conflitos.

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