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04 de janeiro de 2026 - 06h13
ATAQUE MILITAR

Trump confirma ataque dos EUA à Venezuela e diz que Maduro e esposa foram capturados

Explosões atingem Caracas, governo venezuelano decreta estado de emergência e fala em ofensiva imperialista

3 janeiro 2026 - 06h16Ricardo Eugênio
Colunas de fumaça e focos de incêndio são vistos em diferentes pontos de Caracas durante a madrugada, após explosões registradas na capital venezuelana.
Colunas de fumaça e focos de incêndio são vistos em diferentes pontos de Caracas durante a madrugada, após explosões registradas na capital venezuelana.

Os Estados Unidos realizaram um ataque militar contra a Venezuela na madrugada deste sábado, 3 de janeiro de 2026. Bombardeios foram registrados em Caracas e em outras regiões do país. O presidente americano, Donald Trump, afirmou que o presidente venezuelano Nicolás Maduro e a esposa dele foram capturados durante a operação.

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A informação foi divulgada por Trump em uma publicação na rede social Truth Social. Segundo ele, a ação envolveu forças dos Estados Unidos e resultou na retirada de Maduro do país por via aérea.

O presidente americano disse ainda que mais detalhes serão apresentados em uma coletiva marcada para as 13h, no horário de Brasília, em Mar-a-Lago, na Flórida.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram helicópteros militares sobrevoando Caracas durante a madrugada. Testemunhas relataram explosões em diferentes pontos da capital venezuelana, além de colunas de fumaça e aeronaves voando em baixa altitude.

De acordo com o governo venezuelano, os ataques atingiram também os estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Diante da ofensiva, Maduro decretou estado de emergência nacional e afirmou que o país sofre uma ação imperialista.

Um incêndio foi registrado no complexo militar de Fuerte Tiuna, em Caracas. O local é o maior centro militar da Venezuela e abriga o Ministério da Defesa e o comando do Exército. Até a última atualização desta reportagem, não havia informações oficiais sobre mortos ou feridos.

Moradores relataram queda de energia em regiões do sul da capital, próximas a bases militares. Segundo a agência Reuters, explosões começaram a ser ouvidas por volta das 2h no horário local, 6h em Brasília.

Antes do início dos ataques, a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos proibiu voos comerciais americanos de sobrevoarem o espaço aéreo venezuelano. O aviso citou atividade militar em andamento e riscos à segurança aérea, incluindo também a região da ilha de Curaçao.

Nos últimos meses, os Estados Unidos reforçaram a presença militar no Caribe. Em agosto, Washington enviou uma flotilha para a região. Segundo autoridades americanas, embarcações suspeitas de tráfico de drogas foram alvos de bombardeios em águas internacionais.

Trump já havia afirmado, em novembro, que autorizaria operações da CIA na Venezuela e que os dias de Maduro no poder estavam contados. A Casa Branca ainda não se pronunciou oficialmente sobre o ataque.

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, comentou o episódio nas redes sociais e defendeu uma reunião imediata da ONU e da Organização dos Estados Americanos.

Matéria em atualização.

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