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INTERNACIONAL

Trump volta a alegar fraude eleitoral e defende identificação obrigatória de eleitores

Ex-presidente repete críticas ao sistema de votação e retoma pressão por mudanças na legislação eleitoral

19 janeiro 2026 - 14h05Pedro Lima
Donald Trump durante evento público; presidente voltou a questionar a integridade do sistema eleitoral dos Estados Unidos.
Donald Trump durante evento público; presidente voltou a questionar a integridade do sistema eleitoral dos Estados Unidos. - (Foto: Imagem ilustrativa/A Crítica)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a colocar em dúvida a credibilidade do sistema eleitoral norte-americano ao afirmar, nesta segunda-feira, que “eleições fraudadas são comuns nos EUA”. A declaração foi publicada na rede social Truth Social, onde o republicano também reiterou que a disputa presidencial de 2020, vencida por Joe Biden, teria sido “a maior de todas” em termos de irregularidades. No mesmo texto, Trump defendeu de forma direta a adoção de identificação obrigatória para eleitores.

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“Exigimos identificação do eleitor”, escreveu o ex-presidente, usando letras maiúsculas, em mais uma manifestação que reforça um discurso recorrente desde a derrota eleitoral de quatro anos atrás.

O tema já havia sido abordado por Trump no início do ano, quando discursou para parlamentares republicanos em Washington. Na ocasião, ele pressionou deputados de seu partido a avançarem com uma legislação nacional que tornasse obrigatória a apresentação de documentos por eleitores, classificando a medida como essencial para garantir a segurança das eleições. Segundo Trump, os congressistas deveriam “insistir nisso”.

Durante o mesmo discurso, o republicano voltou a promover o chamado SAVE Act, projeto aprovado pela Câmara dos Deputados em 2025, mas que não avançou no Senado. A proposta prevê a exigência de comprovação de cidadania para o voto em eleições federais. À época, a iniciativa recebeu apoio público de aliados republicanos, mas encontrou resistência entre democratas e grupos ligados aos direitos civis.

A nova ofensiva de Trump ocorre mesmo após um revés judicial sofrido no ano passado. Em outubro de 2025, uma juíza federal decidiu que o então presidente não poderia impor, por iniciativa própria, a exigência de prova documental de cidadania no formulário federal de registro de eleitores. Na decisão, a magistrada afirmou que Trump “não tem autoridade” para implementar mudanças desse tipo.

Segundo o entendimento da Justiça, a Constituição dos Estados Unidos atribui aos Estados e ao Congresso a responsabilidade por estabelecer regras que regem as eleições federais, o que limita ações unilaterais do Poder Executivo nesse campo.

Atualmente, o sistema eleitoral norte-americano apresenta regras distintas conforme o Estado. Em algumas unidades da federação, é obrigatória a apresentação de documento com foto. Em outras, são aceitas identificações sem foto, e há ainda locais em que o eleitor pode votar apenas informando o nome e assinando o registro eleitoral.

As declarações de Trump mantêm o debate sobre integridade eleitoral no centro do cenário político dos Estados Unidos, em um momento em que o tema volta a ganhar espaço no discurso de líderes republicanos e deve seguir como um dos pontos de tensão no ambiente pré-eleitoral.

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