
O Tribunal de Justiça, por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, realizou na tarde desta sexta-feira (11), no Salão Pantanal do TJ, as cerimônias de premiação do 1º Concurso de Artigos Científicos e do 3º Prêmio de Jornalismo do TJMS. A entrega dos prêmios contou com a presença dos vencedores e seus familiares.
Na abertura das solenidades, a juíza coordenadora estadual da Mulher, Helena Alice Machado Coelho, agradeceu tanto a participação dos acadêmicos com suas produções científicas sobre a temática da violência de gênero quanto a imprensa na divulgação de matérias sobre o combate e a prevenção da violência familiar e a violência de gênero, enaltecendo a importância da imprensa sul-mato-grossense e também das universidades fortalecendo a atuação da Coordenadoria.
O 1º Concurso de Artigos Científicos do TJMS objetivou selecionar artigos científicos que explorem a temática da cultura de discriminação e violência contra a mulher, em uma abordagem que contextualize a Lei n. 11.340/2006 e em atenção à Política Judiciária de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres (Res. 254/CNJ).
O primeiro, segundo e terceiro colocado receberam, cada um, uma coleção específica de livros que versam sobre direitos humanos e violência de gênero. Além disso, seus artigos e os demais trabalhos que alcançaram nota igual ou superior a 7,0 estão publicados no site da Coordenadoria Estadual da Mulher (https://www.tjms.jus.br/violencia-domestica). Os trabalhos serão veiculados também na Revista Trimestral de Jurisprudência do TJMS.
Com o tema "O papel da mídia na não revitimização das mulheres: dos anos 1970 até a atualidade", o 3º Prêmio de Jornalismo do Tribunal teve o objetivo de reconhecer a importância dos meios de comunicação e, especialmente, dos profissionais de jornalismo no processo de construção da cultura de igualdade entre homens e mulheres e na erradicação da violência contra as mulheres.
As premiações foram divididas em seis categorias: Telejornalismo; Jornalismo Impresso; Jornalismo On-line; Radiojornalismo; Fotojornalismo e Universitário. Foram premiados os três primeiros lugares em cada categoria, sendo que o primeiro colocado em cada uma delas recebeu o prêmio de R$ 3 mil; o segundo lugar recebeu R$ 2 mil e o terceiro colocado R$ 1 mil.
Além da juíza Coordenadora da Mulher, os eventos contaram com a presença das juízas Melyna Machado Mescouto Fialho, da comarca de Jardim, e Jacqueline Machado, da 3ª Vara da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Campo Grande, que funciona na Casa da Mulher Brasileira.
Conheça os vencedores do 1º Concurso de Artigos Científicos:
1º lugar: Roberto Chaparro Lopes – Violência contra as mulheres indígenas em Mato Grosso do Sul: Possibilidades e limites sobre a aplicação da Lei Maria da Penha.
2º lugar: Allana Isabela Souza e Júlia Carmo de Paula – Violência contra as mulheres na fronteira do Brasil com Paraguai e Bolívia durante a pandemia da Covid-19: "Não adianta você ligar na delegacia, está na época de pandemia e eu não vou ser preso".
3º lugar: Adriana Yuri Kaneko – Proteção e combate à violência contra a mulher: diferenças legislativas entre Brasil e Paraguai.
Confira os vencedores da 3ª edição do Prêmio de Jornalismo:
Categoria Telejornalismo:
1º lugar: Luana Ribeiro Rodrigues - Protegidas pela lei Maria da Penha, vítimas de violência doméstica tentam recomeçar.
Categoria Jornalismo Impresso:
1º lugar: Maria Mariana Ostemberg Benites da Silva - Após queda no pedido de medidas protetivas, solicitações voltam a crescer em MS;
2º lugar: Bruno Arce Vaitti - “Atitude” na difícil decisão de pedir ou revogar medida protetiva;
3º lugar: Rayani Andrea Santa Cruz - Em MS, desafios para cumprir Agenda 2030 começam a ser mitigados por entidades e poder Judiciário.
Categoria Jornalismo on-line:
1º lugar: Ana Rita Chagas - Mulheres com deficiência tentam superar traumas de relações abusivas,
2º lugar: José Victor Marçal Câmara - Da língua à distância: os obstáculos enfrentados por mulheres indígenas para denunciar casos de violência;
3º lugar: Marta Ferreira - As lições do ‘Caso Carla’, único feminicídio da pandemia já julgado em Campo Grande.
Categoria Radiojornalismo:
1º lugar: Jaqueline Naujorks - “Duplamente vulneráveis”: o drama da violência doméstica contra mulheres com deficiência em MS;
2º lugar: Isabelly Esteves Melo Silva - Medo, distância e insegurança: o drama das mulheres indígenas vítimas de violência doméstica em Dourados.
3º lugar: Ingrid Rocha de Morais - “Não podia ter posicionamento, pensar em nada”, destaca vítima de relacionamento abusivo.
Categoria Fotojornalismo:
1º lugar: Francisco Carlos Moreira de Oliveira - O despedaçar de uma vida!
2º lugar: Luciano Muta de Queiróz - Mulheres com deficiência tentam superar traumas de relações abusivas;
3º lugar: Marco Miatelo – Vigilância.
Categoria Universitário:
1º lugar: Victória de Oliveira - Da violência doméstica e familiar ao preconceito cultural: mulheres indígenas enfrentam dificuldade dupla nos casos;
2º lugar: Debora Ricalde Machado Texeira - Trauma da violência doméstica deixa marcas profundas na identidade da vítima, diz psicanalista;
3º lugar: Hanelise da Silva Brito - Projeto do TJMS leva informação sobre violência doméstica para mulheres indígenas.

