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Testagem eficaz permite reabrir, diz pesquisa

Embora a análise tenha sido feita para o Reino Unido, o trabalho pode ajudar outros países

5 agosto 2020 - 06h08
Os dois estudos foram publicados pela revista científica The Lancet Child & Adolescent Health e demonstram a necessidade do rastreamento de contatos para o gerenciamento da epidemia
Os dois estudos foram publicados pela revista científica The Lancet Child & Adolescent Health e demonstram a necessidade do rastreamento de contatos para o gerenciamento da epidemia - (Foto: Reprodução)

A reabertura das escolas de forma segura em meio a processos de flexibilização da quarentena e retomada das atividades econômicas deve ser combinada com uma estratégia de alta cobertura em testagem, rastreamento de casos do novo coronavírus e isolamento. Essas medidas seriam essenciais para evitar uma segunda onda da covid-19, conforme indica um estudo de modelagem publicado anteontem pela University College London.

Embora a análise tenha sido feita para o Reino Unido, o trabalho pode ajudar outros países. A questão é se o local estará apto a cumprir todas as orientações necessárias. Um segundo estudo, desta vez observacional, analisou dados reais da primeira onda de covid-19 em Nova Gales do Sul, na Austrália, e encontrou baixos níveis de transmissão do vírus em escolas e creches. A Austrália, diferentemente de muitos outros países, manteve as instituições de ensino abertas, com orientação para distanciamento físico e higiene.

Os dois estudos foram publicados pela revista científica The Lancet Child & Adolescent Health e demonstram a necessidade do rastreamento de contatos para o gerenciamento da epidemia.

"Nossa modelagem sugere que, com uma estratégia de teste e rastreamento altamente eficaz em vigor no Reino Unido, é possível que as escolas reabram com segurança em setembro. No entanto, sem uma estratégia de teste-rastreamento-isolamento, o Reino Unido arrisca um sério segundo pico epidêmico em dezembro ou fevereiro", disse Jasmina Panovska-Griffiths, líder do estudo britânico.

Os resultados sugerem que, para evitar uma segunda onda, é preciso aumentar os testes entre 59% e 87% nas pessoas sintomáticas. Roberto Kraenkel, professor da Unesp, avalia que esse tipo de estratégia é difícil. "O Brasil não tem nenhum esquema de rastreio e isolamento eficiente. Algumas cidades com poucos casos conseguiram fazer rastreio, como Florianópolis, mas falta de tudo, até insumos para fazer teste", adverte.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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