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EDUCAÇÃO

Agenda presidencial positiva incluirá cerimônia de “expansão do Fies”

Decisão foi tomada após declaração em que ele contestou informações de Machado; nesta quinta, não havia compromissos segundo agenda oficial

16 junho 2016 - 13h52Da redação com informações Estadão
A decisão de criar a agenda para a tarde foi tomada logo após a declaração à imprensa em que Temer contestou as informações do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, que acusou Temer de ter lhe pedido R$ 1,5 milhão para a campanha de Gabriel Chalita
A decisão de criar a agenda para a tarde foi tomada logo após a declaração à imprensa em que Temer contestou as informações do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, que acusou Temer de ter lhe pedido R$ 1,5 milhão para a campanha de Gabriel Chalita - Divulgação
Cassems

O presidente em exercício, Michel Temer, decidiu na manhã desta quinta-feira, 16, formular uma agenda positiva para tentar abafar as notícias negativas envolvendo seu nome. O Palácio do Planalto informou há pouco que, às 16 horas, Temer participará ao lado do ministro da Educação, Mendonça Filho, de uma cerimônia de anúncio de expansão do Fundo do Financiamento Estudantil (Fies). O programa financia cursos superiores pagos. A cerimônia também foi decidida de última hora. Nesta quinta, segundo a agenda oficial, Temer não tinha compromissos.

Interlocutores do presidente passaram a relatar que há indícios de um movimento “orquestrado” pelo PT para tentar desestabilizar o governo em exercício. Deram como exemplo as invasões ocorridas nesta manhã em vários ministérios. Estranham também o fato da delação do ex-presidente da Transpetro, Sergio Machado, atingir apenas integrantes da cúpula do PMDB, quando a manutenção dele no cargo foi decidida pelo PT e agia em benefício do partido da presidente afastada Dilma Rousseff.

A decisão de criar a agenda para a tarde foi tomada logo após a declaração à imprensa em que Temer contestou as informações do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, que acusou Temer de ter lhe pedido R$ 1,5 milhão para a campanha de Gabriel Chalita - na época no PMDB - à Prefeitura de São Paulo. Temer chamou a manifestação de Machado de “irresponsável, leviana, mentirosa e criminosa”. “Não deixarei passar em branco essas acusações levianas”, afirmou.

Alternando a posição de “homem e cidadão” com a de presidente em exercício, Temer afirmou que se dirigia a sua família, a seus amigos e ao povo brasileiro. “Falo com palavras indignadas e ao meu estilo para registrar que essa leviandade não pode prevalecer”, disse. “Quero falar também como presidente em exercício e quero falar com sobriedade”, completou.

Temer foi alertado do prejuízo político que as afirmações de Machado poderiam trazer e deixou clara a sua irritação com as denúncias quando bateu pelo menos três vezes no púlpito que estava à sua frente, quando lembrava que a fala do ex-presidente da Transpetro era leviana e quando avisou que “nada impedirá” e “nada embaraçará” o seu desejo de “trabalhar em prol do Brasil”.

(Da redação com informações Estadão)

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