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Justiça

STF corre contra o tempo para julgar mensalão tucano

8 fevereiro 2014 - 10h17
O Supremo Tribunal Federal tem menos de sete meses para julgar um dos principais casos de corrupção envolvendo o PSDB, o maior partido de oposição ao governo petista. Ontem, a Procuradoria-Geral da República pediu a condenação do deputado federal e ex-governador de Minas, Eduardo Azeredo (PSDB), a 22 anos de prisão por envolvimento no caso que ficou conhecido como o "mensalão" tucano.
 
O congressista é suspeito dos crimes de lavagem de dinheiro, desvio de recursos públicos e peculato cometidos durante a campanha eleitoral para o governo do estado no ano de 1998. Na ocasião, Azeredo foi reeleito governador.
 
Em suas alegações finais, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, diz que Azeredo colaborou decisivamente para o cometimento de todos esses crimes e por isso também pediu aos ministros do STF que apliquem a ele uma multa de R$ 2,2 milhões. Conforme as investigações, a campanha dele desviou R$ 3,5 milhões de empresas públicas que eram vinculadas ao governo mineiro. Nos valores de hoje, o rombo aos cofres públicos chega a R$ 9,3 milhões.
 
O "mensalão" tucano leva esse nome por causa da ave que é o símbolo do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). O esquema foi apontado como o “pai” do "mensalão" do Partido dos Trabalhadores, escândalo de corrupção que veio à tona no governo de Luiz Inácio Lula da Silva e que nos últimos meses resultou na condenação de 25 políticos, publicitários e ex-dirigentes de bancos.
 
O caso de Azeredo está no STF porque ele têm foro privilegiado por ser parlamentar. O senador Clésio Andrade (PMDB) que era o vice na chapa do deputado em 1998 responde a outra ação judicial pelo mesmo caso. Outras 13 pessoas, entre elas o publicitário Marcos Valério, respondem pelos crimes na Justiça comum, em Minas.
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