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Norte vs. Sul: por que cidades como Costa Rica colhem mais soja do que Dourados?

Com mais chuva e uso de irrigação, produtores do Norte de MS conseguiram colher muito mais que os do Sul

4 junho 2025 - 08h55Redação
Diferença no rendimento da soja: em Dourados, estiagem derrubou produtividade para 39,9 sacas por hectare; em Costa Rica, com irrigação, rendimento chegou a 78 sacas por hectare.
Diferença no rendimento da soja: em Dourados, estiagem derrubou produtividade para 39,9 sacas por hectare; em Costa Rica, com irrigação, rendimento chegou a 78 sacas por hectare. - (Foto: Ilustração gerada IA)
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Na safra 2024/2025, quem plantou soja no Norte e Nordeste de Mato Grosso do Sul colheu bem mais do que quem está no Sul. A cidade de Costa Rica, por exemplo, teve 78 sacas por hectare. Já em Dourados, foram só 39,9 sacas por hectare — praticamente a metade.

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Esses dados foram divulgados nesta última terça-feira (3) pela Aprosoja/MS, que acompanhou mais de 1.600 propriedades em todo o Estado entre janeiro e maio. O motivo da diferença? Falta de chuva e irrigação.

A chuva fez toda a diferença - Durante os meses de janeiro e fevereiro, o Sul do Estado teve pouca chuva, o que atrapalhou o desenvolvimento da soja. Nessa fase, a planta precisa de bastante água para encher os grãos. Com o tempo seco, muitas lavouras foram prejudicadas.

Enquanto isso, no Norte, a chuva foi mais bem distribuída e ajudou a planta a crescer melhor. Cidades como Chapadão do Sul, São Gabriel do Oeste e Paraíso das Águas também se destacaram com colheitas acima de 70 sacas por hectare.

Irrigação aumenta a produtividade - Outro ponto que ajudou foi o uso de irrigação. Algumas cidades investiram em sistemas que garantem água para as plantas mesmo em épocas de seca. É o caso de Três Lagoas, Selvíria, Ribas do Rio Pardo, entre outras. Nessas regiões, as lavouras conseguiram manter uma boa média de produção.

Mais terra, menos grãos - Mesmo com o aumento da área plantada em 6,8%, o Estado colheu menos por hectare. Foram 4,524 milhões de hectares plantados, que renderam 14,06 milhões de toneladas de soja. A produtividade média ficou em 51,78 sacas por hectare, número abaixo do esperado.

Dourados teve uma das maiores áreas plantadas, com 249 mil hectares, mas a produção foi uma das piores.

Equipes foram a campo - Os dados do relatório foram coletados com visitas em propriedades, uso de imagens de satélite e mapas com localização exata das lavouras. A equipe da Aprosoja percorreu mais de 29 mil quilômetros em 19 semanas de trabalho.

O relatório mostra que o clima e o tipo de tecnologia usada, como a irrigação, fazem toda a diferença no resultado final da colheita.

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