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13 de fevereiro de 2026 - 21h37
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DIREITO DE RESPOSTA

Sindicato contesta número de assinaturas em abaixo-assinado sobre CCZ de Campo Grande

Sisem contesta dado sobre abaixo-assinado do CCZ, pede correção e defende servidores em nota de direito de resposta publicada na íntegra

13 fevereiro 2026 - 19h30Redação
Imagem do site onde foi feito o abaixo assinado
Imagem do site onde foi feito o abaixo assinado - Foto: Reprodução

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Campo Grande (Sisem) encaminhou ofício ao jornal A Crítica, datado de 13 de fevereiro de 2026, para contestar informação publicada em matéria sobre um abaixo assinado relacionado ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e requerer direito de resposta, após o veículo informar que a petição teria alcançado 20 mil assinaturas. Segundo o sindicato, a própria plataforma digital onde o documento está hospedado registra 1.322 adesões.

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No ofício nº 002/2026, o Sisem fundamenta o pedido de direito de resposta no artigo 5º, inciso V, da Constituição Federal de 1988, e na Lei 13.188/2015. A solicitação é direcionada à matéria intitulada “Abaixo-assinado por transparência no CCZ de Campo Grande alcança 20 mil”.

O sindicato afirma que a reportagem “divulga informação incorreta ao afirmar que o abaixo-assinado mencionado teria atingido 20 mil assinaturas” e aponta que “a consulta direta à plataforma onde a petição está hospedada demonstra que o número atual é de 1.322 assinaturas”.

Para a entidade, o erro não é uma simples falha numérica, mas um dado que, superdimensionado, “amplia artificialmente a percepção de mobilização social e reforça uma narrativa de crise que recai, de forma direta, sobre os servidores públicos que atuam no CCZ”.

O Sisem pede três medidas ao jornal: correção imediata do número de assinaturas, publicação do direito de resposta com igual destaque e, em futuras matérias, a contextualização técnica adequada sobre o trabalho e a atuação legal dos servidores do CCZ.

Na manifestação enviada ao veículo, o sindicato reforça que os profissionais do CCZ são servidores concursados, com função técnica essencial à saúde pública, que “atuam sob protocolos sanitários, normas legais e critérios epidemiológicos definidos pelas autoridades competentes”.

O texto esclarece também que o CCZ não é abrigo de animais nem órgão de acolhimento permanente, mas uma unidade de vigilância em saúde voltada ao controle de zoonoses e proteção da coletividade. Confundir essas atribuições, segundo o Sisem, gera expectativas incorretas e acaba direcionando críticas e ataques a trabalhadores que apenas cumprem a legislação e as determinações das autoridades sanitárias.

O sindicato afirma não ser contrário ao debate público e diz defender transparência e diálogo, mas ressalta que esse debate precisa se apoiar em dados corretos e respeito à dignidade dos servidores municipais.

A seguir, o jornal publica a nota de direito de resposta enviada pelo Sisem, na íntegra. O conteúdo abaixo é de inteira responsabilidade do sindicato.

Nota de direito de resposta na íntegra

NOTA PÚBLICA

O SISEM – Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Campo Grande/MS vem a público manifestar-se diante da recente matéria jornalística que atribui ao abaixo-assinado relacionado ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) o número de “20 mil assinaturas”.

É necessário esclarecer, com responsabilidade, que a própria plataforma digital onde a petição está hospedada registra atualmente 1.322 assinaturas, e não o número divulgado. A correção dessa informação é fundamental para que o debate público ocorra com base em dados reais e verificáveis.

Mais importante, contudo, é tratar do impacto que narrativas imprecisas têm causado sobre os servidores públicos municipais que atuam no CCZ.

São profissionais concursados, que exercem função técnica essencial à saúde pública. Trabalham diariamente sob protocolos sanitários rigorosos, obedecendo normas legais e diretrizes epidemiológicas. Não definem políticas públicas, não estabelecem o orçamento do Município, não criam a estrutura do serviço. Executam, com responsabilidade funcional, aquilo que a legislação e as autoridades sanitárias determinam.

O CCZ não é abrigo nem órgão de acolhimento permanente de animais. Trata-se de unidade de vigilância em saúde, voltada ao controle de zoonoses e à proteção da coletividade. Confundir essas atribuições gera frustração social e acaba direcionando críticas aos profissionais que apenas cumprem seu dever legal.

Os servidores do CCZ são trabalhadores que também sentem, que se dedicam e que assumem diariamente tarefas técnicas complexas, muitas vezes em condições estruturais que dependem de decisões administrativas e legislativas. A eles não pode ser atribuída responsabilidade por eventuais lacunas de políticas públicas mais amplas.

A proteção animal é tema relevante e merece políticas estruturadas, planejamento orçamentário e debate legislativo qualificado. Esse é um desafio institucional que exige atuação do Poder Executivo e do Poder Legislativo. Não pode ser reduzido à exposição e à responsabilização indevida de servidores que atuam dentro da legalidade.

O SISEM reafirma seu compromisso com a transparência, com o diálogo e com a defesa da honra e da dignidade dos servidores públicos municipais.

O debate é legítimo. A desinformação, não.

Campo Grande/MS, 13 de fevereiro de 2026.

SISEM – Sindicato dos Servidores Públicos Municipais

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